BATMAN – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Fim?


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Antes de tudo, isso é apenas uma opinião aberta a críticas e sugestões dos que forem ler. ATENÇÃO CONTÉM SPOILERS.

Existe uma minoria (Assim como eu!), que não acompanha fielmente as HQ’s, mas que sempre assiste a qualquer lançamento de filme baseado em Super Heróis por ser um cinéfilo declarado. Essa minoria deve ter sentido uma sensação igual ou parecida com a qual eu senti ao sair da sala de cinema após assistir ao último filme desta épica Trilogia.

Alguns fatos aborreceram tanto a mim como meus amigos, o principal deles foi que em nossa cidade não havia cópia legendada e quando nos deslocamos à cidade vizinha que divulgava ter uma cópia legendada, na verdade estava com “problemas técnicos” e teve de transmiti – lá na versão dublada. Pois bem, entramos na sessão que conseguimos, um pouco aborrecidos (Na verdade PUTO’s da vida), e fiquei ainda mais quando ouvi aquela voz de carioca sarcástico da dublagem do Bane, enfim, isso não vem ao caso. Vamos comentar aqui sobre o filme.

Guilherme Briggs – Dublador Bane

Pois bem, como todos sabem Christopher Nolan disse que não faria mais filmes do Batman, cansou e quer fazer outras obras. Talvez por isto, ao sair da porta da sala do cinema fiquei debatendo comigo mesmo que ao todo o filme ficou ótimo, mas a história deu impressão de que ficou mais corrida do que deveria, e que o filme poderia ter tido uma duração maior se fosse o caso. Ai vocês me perguntam: “Porra 2:45 e você acha pouco?” Não, não é pouco, mas em torno da grandiosidade desta obra e as sub tramas envolvidas, o filme poderia ter 3:45 que não cansaria ninguém que fosse assisti-lo. Um dos fatores mais evidentes e que foi tratado com certa “correria” foi à incrível recuperação do Homem Morcego em 5 meses com algumas abdominais e flexões sem nenhum tipo de tratamento mais avançado e estava 200% melhor do que quando foi quebrado, nem o Chuck Norris conseguiria tal feito.

Talvez pela expectativa criada por mim e por muitos após ter assistido o lançamento de “Cavaleiro das Trevas” na época, que, diga-se de passagem, foi o Divisor de Águas entre o “Begins” e ”O Cavaleiro das Trevas Ressurge” ficamos mal acostumados ou até mesmo chocados com o que vimos: Quebra de Paradigmas, Terror, Viral sendo jorrado por todos os lados, a morte do Heath Ledger (Que mesmo se tivesse ficado vivo, iria ganhar muitos prêmios, porque venhamos e convenhamos, FOI FODA). Tudo isso gerou uma enorme bola de neve para o fim desta trilogia, onde esperavam algo que fosse melhor, surpreendente, ou seja lá o que for que esperavam, fosse diferente do segundo. Sim ele conseguiu, ele fez do Batman o que realmente ele é… Um super herói, um símbolo de esperança para uma nação que necessitava de um ídolo que trouxesse a segurança e esperança de um mundo melhor àqueles que lá vivem (Será que não precisamos de um BATMAN também?).

A obra possui cenas épicas e tensas – Bane x Batman, Prisão, Estádio, Bomba e dentre outras – também faz referência aos filmes anteriores e quadrinhos, o que deixa o filme muito legal, e voltando rapidamente aquela diferenciação com o anterior, este possui bem mais ação que os demais.

As cenas de emoção/drama do filme existem, mas para a minha infelicidade foram desfavorecidas devido às toscas dublagens dos personagens. Estou no aguardo para lançarem o Blue-Ray para rever o filme e principalmente as cenas do Alfred e do Bruce (revelação da carta de Rachel) e também a cena do baile de máscaras com a Mulher Gato sussurrando no pé do ouvido do Bruce (Que na versão dublada parecia que estava gritando) e claro, o BANE.

Falando em Bane, talvez outra coisa deixou-me com certa estranheza…  , ele “toco o terror” na cidade, mudo aquela imagem de que Vilão “Brucutu” é burro, fez todo mundo fica maluco com aquela paranóia de que um morador de Gotham estava com detonador e tudo mais, porém para mim isso foi um Déjà Vu do “Cavaleiro das Trevas”  com o Coringa. As cenas em que eles lutam foi meio “zoada” porque venhamos e convenhamos, todo mundo esperava que as “porradas” que o Bane acertasse no Batman era um osso quebrado (sentido figurativo), talvez pelo Viral de Destruidor que divulgaram do Bane antes do filme e por ser fã também de filmes “encaveirados”, criou pelo menos em mim esta expectativa, mas ao menos mandaram o Bale gritar a cada soco que levava, serviu de consolo. Entretanto no momento em que ele “quebra” o Batman de acordo, minha feição de decepção sumiu, e deu lugar a uma cara de satisfação em ver a dor e a agonia dos demais presentes na sala. A cena foi muito bem produzida, principalmente aquela pausa dramática que é feita após o ato, muito bem feita só faltou talvez uma expressão de dor mais convincente com algumas contorções do Christian Bale.

O meu medo estava com o fim do filme chegando, se Nolan ia enterrar sua versão do Homem Morcego ou dar aquela “deixa” para um próximo diretor dar continuidade em seu projeto. Pois bem, foi à segunda opção, seguiu seu bom senso e não deu uma, e sim várias “deixas” para que alguém possa dar uma continuidade à história ou até ele mesmo, caso receba uma proposta indecente do tipo “o tamanho do Rio Tietê em notas de cem” para continuar.

Se me perguntarem se fiquei satisfeito com o fim do filme, vou responder na lata que não. Quando as luzes se acenderam da sala aplaudi como todos lá fizeram, pois o filme é ótimo num todo, aliás, os três são, e no calor do momento estava extasiado pelo fim de uma épica trilogia.

Mas ao sair da sala do cinema começou a crescer em mim uma sensação diferente da que senti ao acender das luzes, algo indigesto, talvez pelo fato de me forçarem a acreditar que ali seria realmente o fim de uma era.

Comecei a analisar na viagem para casa o que pode ter me causado tal sensação e sim, quando analisamos com mais frieza sem aquela empolgação percebemos algumas coisas chatas como por exemplo: alguns clichês esperados em filme de super herói, mas não nos dois últimos Batman, o “maldito piloto automático” que por diversas vezes era citado, como um sinal de que era para se preparar, porque no final ele ia consertá-lo e se safar, Bane matando as pessoas apenas quebrando seu pescoço (Porra, com a força que ele tinha antes do filme com seus virais, ele podia matar as pessoas de tanta dor que elas poderiam sentir, com fraturas expostas e algo mais que não foi visto, isso acabo deixando ele chato) e a última cena onde Alfred está no restaurante tendo aquela “visão” do Wayne com a Selina em outra mesa, aquilo não deu aquele “feeling” natural e de dúvida quanto o filme da “Origem” onde o propósito era exatamente este.

Poucas trilogias conseguiram manter o mesmo nível de excelência em suas seqüencias como Batman, escrevendo esta rezenha, me recordo de algumas: Senhor dos Anéis, Poderoso Chefão, De Volta pro Futuro, Star Wars (se souberem mais me ajudem), e o Batman conseguiu entrar neste Hall da Fama por méritos de seus diretores, roteiristas e toda a equipe que participou deste épico projeto, pois transformaram uma história fictícia de super herói em algo real que vem acontecendo em nosso cotidiano e não é de hoje. Digo isso, porque no mundo em que vivemos, estamos cansados de ver nos noticiários tantos Coringas e Banes disfarçados de pessoas teoricamente de boa índole, cansados da falta de um símbolo em que possamos nos espelhar e acreditar que é possível viver num mundo melhor sem medo de uma bala perdida ao sair de sua casa.

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7 comentários sobre “BATMAN – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Fim?

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