Rezenha Crítica do espetáculo teatral Filme B

Capa Filme B Dani Guedes Ricardo Leitte

Nesta  sexta-feira dia 19, Matão recebeu na Casa da Cultura mais uma edição do projeto Circuito Cultural Paulista chamado “Filme B”, um espetáculo teatral da Companhia Cena Urbana. O evento foi gratuito, além dele, existem muitos outros programados para este mês de agosto, aniversário de nossa cidade. E os matonenses reclamam que em Matão não tem programas legais para fazer de fim de semana, é brincadeira?

O espetáculo é dirigido por Gerson Steves (Que com uma estrutura enxuta, consegue adicionar efeitos sonoros e trilha sonora de qualidade ) e os atores Ricardo Leitte que interpreta o personagem Caio, e Dani Guedes interpretando Débora ou Marina, como queira ksksks.

O espetáculo narra o florescer do relacionamento de um casal totalmente o oposto, envolto às grandes construções e a depressiva rotina da “cidade grande”. Inicia-se através do maior clichê do cinema, um dos hóspedes bater a porta do outro precisando de alguma ajuda no meio da noite.

Caio é um homem misterioso e hiperativo, com os seus trejeitos transforma àquela vida cinzenta e rotineira de Débora em algo que a faz reviver, ao invés de apenas sobreviver sendo engolida pela metrópole, desejar viver e abusar dos benefícios que as metrópoles podem nos oferecer, esperando ansiosamente que sempre a campainha toque para poder receber e encontrar-se com sua misteriosa paixão, claro que no começo é algo assustador para ela com a velocidade que ele entra em sua vida.

O espetáculo transcorre mostrando propositalmente todos os clichês de casais românticos do cinema e teatro, de uma forma leve e bem divertida não deixando o telespectador entediado por já ter visto aquilo muitas vezes, por isso que citei acima sobre como é realizado a primeira abordagem do casal. Por deixar claro a intenção deixa a peça divertida, afinal Caio não está em nenhuma peça de Kubrick, tudo aquilo que ele faz não passa de atitudes de um ator de “Filme B” ksksks, sem contar a qualidade dos atores que prendem sua atenção. Várias referências são citadas no decorrer do espetáculo como Sartre e Hamlet.

Teatro FIlme B

São oito noites intensas com vários clímax e desfechos incríveis. Além de uma trilha sonora muito bem escolhida pela direção, e fica aqui um pedido, se alguém do projeto ler esta minha humilde reZenha, poderiam informar a este humilde blogueiro viciado em música qual é a música que toca quando Caio e Débora fazem amor pela primeira vez? Me lembra muito um Whitesnake, mas é uma voz feminina que sussurra Jhonny a todo momento, fiquei com ela na cabeça a noite toda, desde já muito obrigado ksksks.

Não sou nenhum especialista em teatro, já interpretei um papagaio na minha longínqua infância, até hoje fui a apenas três espetáculos e nunca me arrependi, sempre muito bons, me deixaram tenso e atento a todo momento, e desta vez não foi diferente. Adorei o espetáculo, uma pena que cidades do interior como a nossa raramente estes projetos pintam por aqui, pelo menos uma vez por mês seria sensacional, este ainda foi gratuito e apesar do espaço pequeno a casa encheu. Um agradecimento especial à nossa Prefeitura por ter trago. Esperamos mais eventos assim sempre!

Teatro FIlme B-2

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