Para qual seleção acreditar? Torcer?

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Seria auspicioso da minha parte vir aqui e elogiar a seleção brasileira após o inédito ouro olímpico, inflar minha reZenha com um discurso xenofóbico e de falsas esperanças, só que não. O buraco é muito mais embaixo em nosso maior patrimônio e ópio brasileiro, afinal porque sempre torcemos para um clube que ao invés de carregar orgulhosamente a bandeira de nosso país, leva consigo o brasão de uma instituição que nos remete instantaneamente a ditadura militar?

O Brasil ganhou no campo e com uma vontade de jogar que há tempos eu não via na seleção brasileira. Foram precisos dois jogos horripilantes, dignos de eliminação precoce em casa para os caras acordarem e voltarem a jogar como no início de suas carreiras, comendo a bola e dando carrinho do jeito que o brasileiro gosta e não com aquele marasmo e famoso salto alto. Tudo bem que cada um ganhou a bagatela de R$500.000 MIL REAIS pela conquista (Enquanto os demais atletas medalhistas ganharam “míseros” R$30.000 mil reais), logicamente pagos pela instituição CBF e não pelo comitê das Olimpíadas.

Até então eu defendia a teoria de que enquanto Neymar estivesse na seleção, o Brasil não ganharia mais nada relevante, em razão de um boicote interno dos próprios companheiros selecionados para com as regalias que o “menino Neymar” têm na CBF.

Acho que até os mais desatentos notaram que nas Olimpíadas as seleções de futebol são obrigadas a utilizar o brasão com a bandeira de seu país e não como de costume, da confederação. Um exemplo é a capa desta reZenha. O mais engraçado é que justo um evento esportivo e até então idôneo da magnitude das Olimpíadas é boicotado pela organização máxima de futebol, a FIFA. Onde obriga as seleções colocarem garotos ou no máximo três jogadores acima dos 23 anos para que a seleção não seja “expulsa” das suas ligas internacionais “oficiais”. Isso ocorre há muito tempo onde apenas amadores representavam seus países no futebol, explicando a razão de até meados da década de 80 o Brasil não dar a devida atenção para a competição, e a bem da verdade é que só cresceu os olhos porque a Argentina é bicampeã e o Brasil não havia conquistado a medalha, apenas vexames.

Desde 2010 o Brasil vem acumulando decepções sob o resguardo da CBF, sejam elas em campo, ou em toda estrutura futebolística nacional, uma tragédia anunciada e que foi camuflada com o pentacampeonato de 2002.  Clubes falindo, campeonatos sem a menor lógica ou calendários, “desprofissionalização” de muitos cargos relacionados ao futebol (Arbitragem), fatídico 7×1, o duplo comando de Dunga na seleção, falência da base, aliciamento estrangeiro de jogadores menores de 18 anos e dentre outros problemas que não valem a pena exaltá-los, afinal dão vergonha.

Em contrapartida, a gestora de nosso futebol há pelo menos 50 anos, a CBF (Antiga CBD, dá tudo na mesma) obteve em 2015 um faturamento de R$ 518,9 milhões!!! É óbvio que nem metade disso foi utilizado para sanar os problemas de nosso futebol (Vide alguns problemas citados acima), sendo que os jogadores nem recebem para jogar pela Seleção, recebem apenas se conquistam algum campeonato, pelo menos nestes últimos 6 anos não vi o Brasil ganhar nada com exceção agora das Olimpíadas.

Uma instituição criada em plena ditadura e que em 1970 ganhou força com a conquista do tricampeonato mundial e logicamente usou como propaganda eleitoreira para a ditadura com toda a pompa patriótica, realizando literalmente uma lavagem cerebral no povo através dos rádios e Pelé erguendo a taça na passeata ainda em preto e branco nas raras TV’s vendidas em nosso país. Desde então por intermédio de regras nebulosas, são trocados quase que raramente os seus presidentes que ficam literalmente até não conseguirem mais “trabalhar” no cargo e depois, ainda continuam a receber um salário, assim como no exército ou polícia, vulgo soldados reformados, a diferença é que eles não se aposentam, é uma espécie de bolsa família da ostentação.

De uns tempos para cá o brasileiro criou um certo asco com a seleção e prefere ver apenas o jogo de seu clube de coração, e fico aqui pensando, com esta conquista do Brasil nas Olimpíadas e que foi bonito de ver sim, emocionante, definido nos penaltis… seria digno e uma forma inicial de resgatar o amor do brasileiro com a seleção o time ir para os jogos com o brasão de nossa bandeira assim como nas Olímpíadas, defendendo uma nação de aproximadamente 200 milhões de brasileiros, onde sua maioria tem uma vida difícil, a cada dia ganhando uma nova batalha para pôr comida em casa e não o brasão de uma instituição bilionária, corrupta e que representa o estereótipo de seres humanos da pior espécie. Para o marketing seria lindo, mesmo que por trás ainda a CBF reinaria, só que detalhes assim que trazem a paixão do verdadeiro torcedor de volta.

E aí você concorda? Compartilhe comigo pelos comentários, a sua opinião é a alma do Blog. Obrigado pela visita.

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