Scorpions, que tocassem por mais 50 anos

Wallpaper Scorpions

Pare tudo o que está fazendo agora e reflita, qual é a primeira coisa que se pensa da Alemanha oriental dos anos 60? Não, Hitler é dos anos 30 e 40. Se você não consegue pensar em nada vou ajudá-lo, estou falando de Scorpions baby!!! Um das bandas que faz parte de minha “santa trindade” do Rock e que neste fim de semana pela primeira vez pude vê-los in loco provavelmente em sua última turnê, afinal estão comemorando 50 ANOS de banda (Casamentos não duram nem metade disso e muita gente se aposenta bem antes!). Confira o que achei do show nesta reZenha rodeada de lágrimas e emoção sobre o show realizado em São Paulo no Citibank Hall.

Em meados de 2009 quando já tinha certeza sobre meus gostos musicais o Scorpions apresentou-se em Ribeirão Preto. Era oportunidade perfeita para vê-los, afinal era próximo da minha cidade, mas infelizmente até onde lembro-me o show foi no meio de semana e somado isso a um emprego de merda não pude ir vê-los. Eis que o destino guardou o melhor para 7 anos depois, em uma turnê épica como esta dos 50 anos da banda e acompanhado do meu melhor amigo Douglas (apesar de 20 anos de amizade nunca tínhamos ido juntos a um show de grande porte), e quer saber? Foi do CARALHO!

Primeiro porque o show foi no Citibank Hall, local com tamanho médio e fechado, tornando o show mais intimista, pessoal… Remete a uma sensação de que você é VIP pois está muito próximo dos caras, mesmo estando na pista comum (Imagino quem estava na Premium), além do som daquelas Marshalls danadonas explodirem na sua cara e tímpanos.

O Setlist (Confiram no final da reZenha completo e com meus comentários) foi de uma inspiração sem tamanho, uma homenagem a eles mesmos da melhor forma possível e um deleite aos fãs transitando pelas gerações, do glorioso e agitado passado com músicas bem pegadas (São as que mais curto), as famosas e clichês baladas até as pancadas dos discos mais recentes (Quem disse que bandas ditas antigas não continuam fazendo música boa? Insisto nessa teoria desde 2009/2010 quando lançaram o Sting the Tail). Resumindo, tocaram todas que eu queria, senti falta apenas da Bad Boys Running Wild (Seria muito oportuna em virtude do nosso deslocamento até São Paulo) e volto a insistir, When the Smoke is Going Down deveria ser o hino de fechamento dos caras. Inclui também a The Good De Young vai ksks.

A única baixa foi a ausência de KOTTAK, afastado infelizmente para tratamento contra as drogas, um dos expoentes da banda tanto em técnica como em carisma, o cara sabe como ninguém agitar o show além de apresentar-se sempre com “sangue no zóio” e “mordendo a língua” isso que deixa as músicas ainda mais fodas do que já são com o seu pedal duplo. Logicamente seu substituo precisaria estar a altura, então chamaram Mikkey Dee, baterista do Motörhead. Foi sensacional presenciá-lo em ação, não sou nenhum fã do Motörhead e não sabia o que estava por vir, mas Mikey parecia estar a anos na banda, muito entrosado e também super carismático. O que emocionou foi Klaus Meine utilizar um colete com os dizeres Rock n’ Roll Forever, remetendo a tatuagem que Kottak tem nas costas e mostra em todos os shows em seus solos.

Havia gente de todas as idades, surpreendente ver crianças  com menos de 10 anos curtindo o show de uma banda com bagagem de 50 anos e cantando junto a maioria das músicas. Foi tudo muito bem organizado, sem contratempos ou confusão, a organização do show está de parabéns, não houve visível desrespeito com os fãs em nenhum momento, liberando bem antes a entrada para que pudéssemos nos acomodar e aguardar o show e que pasmem, não houve atraso. Só o DJ que sofreu com o Bullying, afinal, em um show de rock ficar tocando música psy é de cagar ksksks…

Confiram o Setlist:

01. Going Out With a Bang – Apesar de que estava torcendo para abrirem com a Rock Like Hurricane para já começarem chutando bundas (assim como o Guns faz sempre abrindo com Welcome to the Jungle por exemplo), a Going Out With a Bang agita demais, só daquele palco suspenso despencar e ouvir os petardos do riff dela já faz todo mundo sair do chão.

02. Make It Real – Quando projetaram as silhuetas deles no telão com a bandeira do Brasil e a iluminação azul foi algo surreal que fiquei emocionado, eu adoro essa música, tudo combinou perfeitamente.

03. The Zoo – Infelizmente alguns conhecem essa música apenas na versão acústica, se todos pegassem para ouvi-la na versão original ficariam lesados com tamanho peso das guitarras e bateria. Sem contar as projeções no telão fizeram-me viajar nela, entrar numa espécie de portal ao chacoalhar a cabeça conforme o ritmo… Estava querendo muito que a tocassem, desejo realizado.

04. Coast to Coast – Aqui dei uma estabilizada, eu estava em pavorosa.

05. Top of the Bill / Steamrock Fever / Speedy’s Coming / Catch Your Train – Aqui foi um pout pourri bacana… e compreendo o porquê, afinal o show não pode ficar muito extenso, ainda mais que no outro dia teria mais um show da banda, e pela idade de todos no palco também não se pode forçar com um show de 2 horas e meia ksksks…

06. We Built This House – Eu estava na expectativa para presenciá-la ao vivo, single do último álbum Return to Forever. Via os vídeos na Internet sempre me imaginando lá, e consegui.  Confesso que cantei emocionado e gritei a todos pulmões o refrão.

07. Delicate Dance

08. Always Somewhere / Eye of the Storm / Send Me an Angel – Momento lágrimas por todo o recinto. Durante toda a performance acústica, mulheres apareciam chorando nos telões, mas é difícil não chorar. Em alguma destas a gente se encaixa e acaba escorrendo lágrimas. Viajei, cercado por raros isqueiros a minha volta apenas fechei os olhos e curti o momento. Todo mundo cantou junto com Klaus, mal dava para ouvi-lo ksks.

09. Wind of Change – O hino da esperança, a capela que Klaus fez com o público foi incrível, nesta canção fiz questão de gravar, uma pena a bateria acabar bem no meio. Mas é emocionante, a banda quis acabar com nossos corações com esta sequência.

10. Rock ‘n’ Roll Band – Para secar as lágrimas retornam as mais agitadas, e confesso que de todas, durante o caminho de volta para casa esta canção ficou eclodindo em minha cabeça a todo momento.

11. Dynamite – Nem preciso fala nada, houve um indício de Mosh, música pancada, uma de minhas preferidas, fiquei lokasso nesse momento com as projeções de explosão nos telões.

12. Overkill (Motörhead cover) – Momento emocionante, uma vez que tocaram-na com a imagem de Lenny nos telões, no final, todos ovacionaram-no.

13. Drum Solo – Muito massa, e no final a cada batida, surgia a capa de um álbum do Scorpions no telão.

14. Blackout – A partir daqui quase enfartei, eu simplesmente amo essa música. Tem um valor imensurável a mim, e poder ter presenciado-a in loco foi demais, pior foi a sequência.  Muito legal quando Rudolf Schenker entra com a guitarra soltando fumaça, a galera ficou muito agitada.

15. No One Like You – Umas das minhas preferidas da banda, talvez a que mais ouvi até hoje, é incansável. Lindo de ver todo mundo cantando.

16. Big City Nights – O hino dos roles paradoxais. Música para os que gostam da noite, criaturas do lado negro da força hahahaha… O refrão dela com a bateria chamando o público e Klaus soltando as notas mais altas faz até cadeirante sair do chão, não tem como, um hino do rock!

Encore (Famoso Bis!):

17. Still Loving You – Lógico que não podia faltar. Para aos que tem alguma ligação com essa música, emociona.

18. Rock You Like a Hurricane – Encerraram com a música mais “coveirizada” até hoje. Para fazer nosso coração pular pra fora de alegria com uma instantânea nostalgia e por alguns minutos esquecer que o show estava acabando. Quando se encerra fiquei ainda na expectativa por When the Smoke is Going Down que infelizmente não veio, e daí em diante ficou só a saudade.

Hey Scorpions, Still Loving You Baby!!!!!!!!!!

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2 comentários sobre “Scorpions, que tocassem por mais 50 anos

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