Camping da Virada em Analândia

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Há tempos estava planejando este momento em alguma virada de ano e eis que no fim do ainda recente 2016 consegui. Definimos que o local seria o camping Pedra Viva na cidade de Analândia, interior de São Paulo. Fomos passar o Réveillon em paz, em contato direto com a natureza, pitadas de esporte radical e muita,  exacerbadamente muita comilança e cerveja.  Se está com vontade de fazer algo diferente não deixe de conferir este relato sobre o nosso famigerado  e tão aguardado “Camping da Virada” em Analândia.

Esta viagem estava prevista para o fim de 2015, infelizmente nada deu certo por ficarmos esperando a vontade de algumas pessoas e acabamos nos fodendo legal, resultado: nossa virada foi péssima, mas serviu de lição, e prometemos que mesmo que fôssemos apenas nós (Eu e minha namorada) nada deteria nossos planos, nem a chuva, que graças a Deus fez apenas uma gracinha de 5 minutos e sumiu. Deu tanto certo que mais dois amigos manifestaram interesse e foram conosco.

Timbora então #partiu

Timbora então #partiu

Para chegar a Analândia não há dificuldade alguma, é quase o mesmo caminho que ir à cachoeira de Saltão no Mirante das Águas. Se formos pela Rodovia Washington Luiz passando por Matão (Que foi nossa rota) fica a aproximadamente 130 Km de distância, e da capital segundo relatos é quase a mesma distância também, entretanto por outras rodovias. Ao invés de seguirmos para Itirapina/Brotas, viramos à esquerda em um trevo onde determina-se o destino e pegamos a Rodovia Engenheiro Thales de Lorena Peixoto Júnior, que nos leva até o destino.

Não existe melhor forma de ser bem recepcionado como esta. Uma bela entrada de cidade!

Não existe melhor forma de ser bem recepcionado como esta. Uma bela entrada de cidade!

Devido a alguns imprevistos acabei chegando aproximadamente as 20 horas da sexta feira, isso porque eu planejava chegar no máximo as 19:00… ledo engano ksksks. Atrasos,  parada em posto para comprar gelo e o trânsito atrasaram a nossa logística. Nada que nos desmotivasse, ainda mais que chegando ao local já crente que seriam cobradas 3 diárias como nos demais locais que cotei, só que cobraram apenas 2, ou seja ao invés de pagar R$105,00, cada um acabou pagando R$70,00. Para virada de ano, pelo local e o que tem a oferecer foi UM PUTA NEGÓCIO!

Infelizmente houveram alguns pontos negativos, nem tudo são flores

Vou primeiro aqui mencionar alguns pontos negativos que rolaram nos três dias acampado. Primeiro deles é que o local está com indícios de abandono por parte da administração, infelizmente. Não digo nem pelos pontos de mato alto (até prefiro), mas para manter um camping estruturado, o mínimo é um banheiro dedetizado. Frisando, não me importo com insetos e animais peçonhentos pelos arredores, mas o banheiro é amedrontador com aquelas aranhas marrons perigosíssimas saltando para lá e para cá com um “mijador” com os dizeres que era proibido “mijar no chão”, e no entanto é tão mal projetado a bagaça que é impossível na hora daquela “balançada danadona” não fazer o que é proibido. As duchas são muito pequenas, impossível tomar banho de forma confortável. E antes que me crucifiquem, novamente friso, não tenho frescuras apenas tenho bom senso, pois eles vendem um produto com intuito de ser um camping estruturado, diferente se fosse um local aberto sem a menor das garantias, eu não me importaria e nem estaria descrevendo estes detalhes no post. Não existe sinalização de tensão nas tomadas, mas 90% são 220v. Queimei meu inflador elétrico e vi uma galera que queimou uma panela de pressão elétrica, então… cuidado!

Outro detalhe foi que justo no local que escolhemos daquela imensidão de terreno, que até então estava tudo perfeito, churrasqueira e água potável muito próximas, sol só a meio dia batendo nas barracas, eis que no segundo dia o encanamento do esgoto que passava perto estourou. Cheiro insuportável, e em alguns momentos alguns cocôzões rolaram na grama. Espero que tenham resolvido este problema. Se me perguntar se um dia voltaria, logicamente que sim, e abaixo você saberá porquê!

Nossas barracas montadas na melhor posição possível e de fundo o bala de prata guerreiro

Nossas barracas montadas na melhor posição possível e de fundo o bala de prata guerreiro

Retornando às flores

Conforme adiantei chegamos as 20 horas, acertamos valores. Os funcionários são muito atenciosos, dão dicas de pontos turísticos e muito simpáticos, dá gosto de ficar conversando com eles.

Passamos um perrengue com a barraca da Carol novamente, em Pongaí foi a mesma coisa, sempre esquecemos que a vareta que compõe o avanço da barraca é menor que as demais e montamos ela na estrutura, resultado? Tivemos que remontá-la naquele breu. Ainda bem que levei lanterna e lâmpadas. Mas foi um trampo a mais, as outras duas foi tranquilo, só sei que todo mundo tava na larika e só acabamos de nos organizar aproximadamente às 22 horas. Então foi a hora de tacar fogo na churrasqueira e começar a churrasquear tomando aquela gelada (Pasmem, tudo começou a fluir na montagem das barracas depois que taquei o foda-se e comecei a beber montando, pra variar, mas rendeu o trampo).

As carnes estavam suculentas por demais, aqui vai uma dica, quando for em algum açougue de sua confiança e que você sabe que o tempero dos caras é da hora, não hesite, após cortar os pedaços que você deseja, peça para o açougueiro despejar dentro do saquinho da carne o tempero deles, alguns vão hesitar outros já estarão ligados em suas segundas intenções. Uma coisa é certa, temperar carne nunca mais, e amigos, não sei se já ouviram falar, mas a melhor carne da minha cidade é do supermercado Mortari, só de lembrar daquele aroma assando e o sabor com suculência comendo já me dá fome.

Tava todo mundo na larika dos muleke

Tava todo mundo na larika dos muleke

Na sexta fomos dormir cedo, quase uma da manhã. O segundo dia nos aguardava ansiosamente para apresentar as aguardadas cachoeiras.

Cachoeira do Salto Major Levy

Logo que o primeiro raio de sol deu sua graça lá estava nosso novato amigo Jessé de pé antes que todos, pronto para a pegada. Logo eu acordei junto com a Jéssica e por último a preguiçosa da Carol ksksksks.

Nem todos, mas pelo menos eu tomei um santo café da manhã, bati um pão com ovo potente na chapa e fervemos café, tudo naquele meu fogareiro da Nautika que outrora fiz um review. Tomei o café com leite, famoso pingado. As meninas prepararam uns lanchinhos com patê de frango e mortadela para levar. Mas não se engane, na cachoeira não pode entrar com caixas térmicas, comes e bebes, porque lá existe um restaurante, achei justo, deixamos no porta malas do carro e descemos.

Infelizmente estava proibido levar o Jessé na cachoeira, oferendas proibidas!

Infelizmente estava proibido levar o Jessé na cachoeira, oferendas proibidas!

Uma dica que os funcionários deram mas que já estava em nossos planos, fomos cedo nela, afinal é a mais conhecida e a entrada é gratuita, ou seja, após as 11 da manhã lota demais, o que pode tornar a experiência ruim para quem quer ir debaixo da queda d’ água ou simplesmente ficar de boa.

O lugar é lindo, a queda é razoavelmente forte, nada que impeça irmos debaixo dela e nadar. Rola altas fotos bacanas e o restaurante do Salto abre desde cedinho com bastante opção de porções e bebidas.

Cachoeira do Salto Major Levy

Cachoeira do Salto Major Levy

Curtindo o momento com meu amor

Curtindo o momento com meu amor

As meninas curtindo a paisagem natural magnífica

As meninas curtindo a paisagem natural magnífica

Extirpando o mau olhado!

Extirpando o mau olhado!

Galera reunida para aquela fotinha de porta retrato

Galera reunida para aquela fotinha de porta retrato

Rodeado de verde, coisa linda!

Rodeado de verde, coisa linda!

Após voltarmos para o carro, atacamos os lanchinhos e a surpresa que guardei até agora, o refrigerante local, da marca Aliança. Vende em todo lugar da cidade, compramos o tubixaba, que é de tubaína e o mais famoso e gostoso. Aguardem, em breve farei rezenha dele porque eles fabricam vários sabores. Muito gostoso, desceu redondo e estava trincando de gelado, que delícia cara!

Saca só minha alegria em tomar o guaraná de tupixaba! Fazia tempo que não sorria assim!

Saca só minha alegria em tomar o guaraná de tupixaba! Fazia tempo que não sorria assim!

Cachoeira da Ponte Amarela

Essa cachoeira desconhecíamos e foi dica do Stan, dono do restaurante no camping. Explicou certinho como chegar e foi na lata! Tem que percorrer uma distância média, maioria sobre pista de terra, mas é bem tranquilo. Ela assemelha-se a famosa cachoeira do escorrega que fica no camping com mesmo nome. Então nem fomos ao escorrega, ficamos ali um bom tempo, mesmo porquê a do escorrega você paga para ir vê-la e custos extras era o que menos queríamos naquela altura.

Entrada para a cachoeira da Ponte Amarela

Entrada para a cachoeira da Ponte Amarela

Você pode ficar sentado dentro das quedas só curtindo a vibe de boa. Geral fazendo isso, bom que é coberto por árvores, ou seja sombra o dia todo, é só acender aquele fino e ficar de boa curtindo um The Doors, brinks ksksks, não precisa disso não para curtir o local ksksksks.

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De boinha “rezenhando”

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Chegamos e tinha uma galera

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Fluidificando o perispírito

Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo

O tempo era curto, então infelizmente visitamos apenas as duas cachoeiras, espero voltar e visitar as demais, é que infelizmente todas ficam em pontos distintos da pequena cidade, aí você concilia isso a um GTi 2.0 e uma cidade com bastante lombadas e estradas de terra já viu, consumo vai lá no alto, nem na banguela resolve.

Voltamos por volta das 13 horas ao camping, meio cansados então rolou aquela pestana marota!

A tarde com todos já meio acordados fomos nadar na piscina, curtir a tarde sem sol. Depois voltamos a assar uma carninha e entramos num assunto cabuloso, de teorias da conspiração espalhadas pelo mundo, regada a uma cerveja gelada imaginem, a conversa foi longe. O tempo virou do nada, ficamos com um cagaço da porra com aquela ventania e a chuva que estava por vir, começamos recolher algumas coisas, mas felizmente a chuva foi para Itirapina e São Carlos, nem o vento ficou, só o calorão mesmo sem sequer uma brisinha.

Chegando próximo do fim de 2016 bolei uma caipirinha de abacaxi que ficou uma merda, não tinha quase nenhum gelo, e improvisamos. Até que deu algum grauzinho mas estava deveras intragável. Ninguém estava com fome até as 23 horas, aí a larika voltou e improvisamos um rango humildão, arroz com salada de tomate, não sei se era a fome mas acredito que não, estava delicioso demais um dos melhores arroz que já comi.

Nosso vizinho Simão (O fantasma bundão, brinks) de Araras chegou chegando e armou conosco a tradicional fogueira, até agora to puto que esqueci os marshmallows e espetos (Se tivesse levado pelo menos os espetos assaríamos ao menos as linguiças).

Com a fogueira no grau só aguardando a virada virado no álcool! Se me jogassem na fogueira o bagulho ia explodir!

Com a fogueira no grau só aguardando a virada virado no álcool! Se me jogassem na fogueira o bagulho ia explodir!

De estômago forrado e sem achar uma rádio no meio do nada que fizesse a contagem regressiva entramos em 2017 em grande estilo, estourando de forma perfeita o champanhe e ao som de Space Oddity do David Bowie (Curiosamente faleceu em 2016), aquele refrão “Ground Control to Major Tom, Ground Control to Major Tom” faz você refletir muita coisa e como mudei para melhor (eu acho!), foi uma viagem transcendental pelo meu âmago.

Aí depois virou bagunça, começou rolar Creedence e já misturado na cerveja, caipirinha, champanhe e vinho, então já viu, demos aquela turbinada na fogueira com restos de madeira e ficamos por lá até aproximadamente umas 2:30 da manhã conversando sobre o Universo, a Vida e Tudo Mais até o sono bater violentamente e a fogueira ficar em brasas.

Esta foto só os fortes entenderão!

Esta foto só os fortes entenderão!

 Trilha do Morro do Cuscuzeiro

E chegou o dia mais esperado, desta vez levantamos uma hora mais tarde (Pudera também!), batemos aquele café da manhã reforçado e tocamos em direção a trilha que leva ao Morro do Cuscuzeiro. Detalhe, faça alongamentos antes de ir, já o começo é uma subida “bacaninha”, quem é sedentário vai sofrer, digo isso por experiência própria, do nosso grupo as duas queridinhas não fizeram  nem 10% da trilha, e olha que o começo nem é tão complicado, é uma subida como outra qualquer, mas enfim cada um sabe onde o calo aperta, se fosse eu começava urgentemente a praticar qualquer exercício físico que fosse. Após alguns metros nos deparamos com uma bifurcação, onde escolhemos efetuar a trilha para a face norte do morro ou face sul. Fizemos as duas, mas a partir daí sim a trilha aumenta um pouco o nível de dificuldade, nada muito complexo também que qualquer pessoa não consiga. Só não vá com um tênis com a sola careca como eu fui, porque aí o cuidado redobra para não escorregar em qualquer rocha.

Nossa visão do Morro do Cuscuzeiro. Esplendoroso!

Nossa visão do Morro do Cuscuzeiro. Esplendoroso!

Chegamos até um ponto onde sem aparelhos é impossível prosseguir, é um paredão de 90º que só com os equipamentos corretos e de forma segura conseguimos de fato alcançar o topo. Mas de onde estávamos tanto na face norte como sul a vista é magnífica, ficamos contemplando por alguns minutos as maravilhas da natureza e observando a cidade e o camping de lá, dava para ver tudo.

Chegando ao topo!

Chegando ao topo!

Não podia faltar uma foto lá do topo. Eu e meu amigo Jessé e de fundo esta maravilhosa e recompensadora paisagem!

Não podia faltar uma foto lá do topo. Eu e meu amigo Jessé e de fundo esta maravilhosa e recompensadora paisagem!

Encontramos nas alturas um casal de nossa cidade vizinha Araraquara, o José (Pronuncia-se Rôssé, isso mesmo em espanhol) e a Andreia que até agora não sei como ela chegou lá onde estávamos com um pinscher ksksks. Ficamos conversando por quase meia hora, trocamos informações e rotas, conversa bastante produtiva, descobrimos que estavam no mesmo camping que nós e indicaram-me talvez uma futura viagem, em Patrimônio, um distrito que fica entre Itirapina e Brotas.

Face norte do morro e o casal de Araraquara ali de boa!

Face norte do morro e o casal de Araraquara ali de boa!

A Volta dos que não foram

Descemos o morro e voltamos ao camping. Domingão é dia de massa, então estralamos aquele macarrão com muito molho e queijo e começamos a desovar o resto de carne, aquela pancetinha com limão e os bifes de costela temperado fizeram a nossa alegria no restinho de domingão.

Infelizmente quando o relógio bateu 15 horas resolvemos começar a desmontar tudo, fizemos de forma bem rápida e organizada e ainda deu tempo para queimar 1 horinha na piscina, ficamos lá de boa relaxando mas já com o coração na boca de saudades. Então quando não havia mais motivos para ali ficar compramos mais alguns Aliança para levar de recordação e tocamos em retirada em direção ignorada.

Panorâmica do camping. No fundo um laguinho e um viveiro de periquitos australianos

Panorâmica do camping. No fundo um laguinho e um viveiro de periquitos australianos

Panorâmica da piscina onde curtimos o último dia de 2016 e o primeiro de 2017

Panorâmica da piscina onde curtimos o último dia de 2016 e o primeiro de 2017

Passar a virada acampando foi excelente. Não sei se no fim de 2017 vou conseguir, mas  caso sobre tempo e grana, já está traçado uma rota, Praia do Sono. Conhece? Se não dá uma Googlada e deleite-se ksksksks…

Espero que o post influencie vocês a irem e depois comentem o que acharam do lugar. Seu comentário sempre é muito importante, é o que dá alma ao Blog.

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" Para tirar grandes fotografias, viva grandes momentos. Ver o mundo e os perigos que virão, ver por trás dos muros, chegar mais perto, encontrar o outro e sentir. Este é o propósito da vida. " - Filme: A Vida Secreta de Walter Mitty, 2013.

” Para tirar grandes fotografias, viva grandes momentos. Ver o mundo e os perigos que virão, ver por trás dos muros, chegar mais perto, encontrar o outro e sentir. Este é o propósito da vida. ” – Filme: A Vida Secreta de Walter Mitty, 2013.

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17 comentários sobre “Camping da Virada em Analândia

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  5. Kkkk ri com umas boas partes dessa resenha! 😂 E não aguentei a trilha porque minhas pernas estavam super doloridas por conta de subir aquela escada sem fim da cachoeira do Salto! E porque um dedo do meu pé estava torcido! Não por sedentarismo! RUM! kkkk
    Estava tudo muito bom no camping, os comes e bebes, a companhia de vocês, a música, enfim, tudo menos as aranhas! Haha xP
    Amei a resenha, tudo muito bem detalhado! Parabéns mais uma vez Biru! 🙂

    Curtido por 2 pessoas

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