Rezenha Crítica Fragmentado 2017

Gente estou na pegada dos lançamentos, desta vez um que já estava na minha lista para conferir há um tempinho acompanhando todas as suas notícias. E não foi por menos, logo na semana do seu lançamento fui no cinema para assistir ao mais novo trabalho do indiano danadão Shyamalan, Fragmentado. E porquê este nome? Simples, imagine uma pessoa com 23 personalidades tocando o terror diante de algumas garotas e entre ele mesmo e suas outras entidades? Pois é, doideira né? Agora imagine como ficou a rezenha crítica de Fragmentado?

O filme conta história de Kevin (Ou seria Dennis, Patricia, Hedwig, Barry, Jade, Orwell, Heinrich, Norma, Goddard, Bernice, Polly, Luke, Rakel, Felicia, Ansel, Jelin, Kat, B.T, Samuel, Mary Reynolds, Sr. Pritchard ou Fera? ksksksks UFA!) que sequestra três garotas e as mantém em um cativeiro forçando-as a conviver com todas as suas personalidades.

Quase que a experiência do filme foi toda fodida por causa do cinema. Tudo porque “fragmentaram” as sessões entre dubladas e legendadas. Logicamente fomos na legendada, porém do nada começou a sessão DUBLADA. Sorte que a dona estava por lá e mando voltar a porra toda como se deveria, senão…ia dar merda. Eu não assisti dublado, mas este é aquele tipo de filme que é OBRIGATÓRIO assistir legendado, até para degustarmos todo o trabalho e esforço do ator em tirar da cartola 23 interpretações divergentes.

Para quem curtiu Rua Cloverfield 10 (Confiram minha rezenha crítica), o clima é o mesmo no quesito claustrofobia. 90% da obra se passa no cativeiro onde Kevin (Ou seria… brinks) mantém as garotas trancadas sem saber o porquê (acho que isso deixa qualquer refém e o telespectador no caso mais em choque!).

Eu tinha ficado muito puto com o trailer, afinal eu achava que haviam entregado um dos momentos mais tensos do filme, e por incrível que pareça o trailer não mostrou absolutamente nada (se bem que ainda achei injusto mostrarem a cena da mulher no trailer, teria sido ainda mais chocante durante a sessão, mas enfim, quem somos nós?). Para quem acha que o filme em seu primeiro ato é arrastado como a maioria das obras de Shyamalan se engana, com menos de 5 minutos já somos apresentados às reais intenções de Kevin com as garotas e a sequência alucinante do sequestro.

As excelentes atuações não ficam somente restritas a James McAvoy e suas 23 caras e bocas, as garotas sequestradas fazem muito bem o seu papel, principalmente Anya Taylor-Joy, a Casey, que foi o grande trunfo do horrendo filme A Bruxa (blergh!), e aqui mostra novamente ser uma atriz espetacular, envolvente em suas expressões de medo e agora ainda melhor, porquê nosso indiano danadinho focou em uns peitos que ano passado ela não os tinha, ou se tinha estavam cobertos pelos trajes de séculos passados.

Existe um aprofundamento dos personagens muito bem dirigido e roteirizado. E olha que poderia ter se auto sabotado, pois já vi muito filme com quatro personagens centrais ficarem uma merda escrotal (vide Homem Aranha 3). Além de Kevin e suas distintas e principais personalidades (Barry, Patricia, Dennis e Hedwig), somos imergidos a vida de Casey e da psicologa de Kevin, a Dra. Fletcher.  Cada uma com seu passado curioso e seus propósitos inseridos na trama, cada um desenvolvendo aos poucos e deixando a trama ainda mais enigmática.

O que eu achei mais foda sinceramente foi a transição de um filme que teoricamente é de suspense para o terror. A transição entre os atos foi incrível deixando o telespectador (inclusive eu!) com os olhos arregalados e as mãos presas aos encostos da cadeira, tenso dos primeiros 5 minutos de filme até o fim com lágrimas nos olhos.

É difícil segurar-se para não soltar os temidos spoilers, mas não fique preso apenas as 23 personalidades de Kevin, mas o porquê de ter chegado a este ponto, a origem disso tudo, tudo debatido de forma discreta entretanto impossível ter sido mais direta, para fazer pensar sobre nossas ações e reações. Fora outras discussões descentralizadas, que também nos fazem refletir.

Esta história havia sido escrita há mais de 10 anos pelo diretor Shyamalan, entretanto só foi rodada agora. Acho que ele queria guardar este trunfo para quando entrasse em decadência e fizesse alguns filmes bostas. Alguém discorda?

Mas sinceramente, quando assisti A Visita (Confiram minha rezenha crítica), o presságio era de que ele já tinha retomado a guinada rumo ao topo, e com esse filme só comprova. Vale um adendo que se Fragmentado tivesse sido lançado ano passado, provavelmente McAvoy teria disputado o Oscar, não sei se iria ganhar, mas iria ser um forte candidato.

Muitas cenas impactaram-me e coaram por muito tempo na minha mente, sem entrar em muitos detalhes, em certo momento quando Barry está conversando com sua psicologa Dra. Fletcher e ela começa a refutar Barry com seu traumático e sombrio passado e paralelamente o ator vai mudando assustadoramente seus trejeitos e expressão para Dennis, tudo sem cortes, cara, aquilo é genial, orgasmático. Sem contar chegando no terceiro ato a cena do corredor, bebeu muito da fonte de Resident Evil ali!

Fora isso existem outras curiosidades muito bacanas sobre o filme que você encontra em qualquer site de cinema. Talvez os raros pontos negativos ficam apenas no terceiro ato, pois em minha humilde opinião exageraram na maquiagem para transformá-lo em algo sobre humano com umas veias muito zoadas, poderiam ter caprichado um pouco mais ou exagerado menos. Além disso diante da proposta e todo o auê no desenvolvimento só acho que deveria ter tido um pingo a mais de violência, mas compreendo que se o fizesse, a censura iria disparar para maiores de 18 anos e isso não é rentável para  Blockbusters.

Esse filme valeria um 4 se não mexesse tanto quanto mexeu comigo no final. Uma conexão cultuada ao passado recente e uma trilha sonora perceptível com um desfecho que deixa qualquer Nerd ensandecido!!! Então…

Minha nota é 5/5.

E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

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10 comentários sobre “Rezenha Crítica Fragmentado 2017

  1. Adorei este filme, e fiquei muito feliz de ver que Shyamalan superou sua fase ruim, aquela que começou com A Dama D’Água. O pior do filme foi o Jabá do Skype… kkk
    No mais, atuações impecáveis, tensão sempre presente. Alguns momentos, chega a ser cômico, pelos excessos das personalidades de Kevin, não sei se foi proposital.
    O transtorno de personalidade dissociativa (antigamente chamado múltiplas personalidades) é um dos mais polêmicos que existe. A maioria dos casos se concentram nos EUA e na Inglaterra, e sempre que sai um filme ou uma notícia sobre o assunto, há um “surto” do número de casos. Vamos ver se o Fragmentado causa esse efeito…

    Curtido por 1 pessoa

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