22º Festival do Tanabata em Araraquara

Fiquei sabendo de última hora deste festival que acontece anualmente em Araraquara e não podia deixar de ir conhecer, afinal adoro comida japonesa, nem sempre posso estar me debulhando na gastronomia nipônica em virtude do orçamento apertado, mas quando surge a oportunidade como foi o caso não poderia perder de jeito algum. O que me chamou a atenção não foi nem a comida em si, mas toda a mística por trás da história do festival Tanabata, um Romeu e Julieta, só que mais poético, envolto ao misticismo e astronomia. Ficou curioso? Confira a história completa e algumas dicas do festival que aconteceu neste fim de semana.

Neste ano de 2017, o festival aconteceu nos dias 7 e 8 de julho a noite e ainda ocorrerá hoje, dia 9 de julho, domingo, durante o dia. O legal que vem tornando-se uma tradição no último dia ocorrer um evento Cosplay no local. O endereço do evento é no Jardim Botânico, entrada de Araraquara indo por Bueno de Andrada. Rua José Barbieri Neto, 434 – Jardim Botânico.

Entrada com uma decoração linda!

A origem do Tanabata Matsuri deriva da festividade chinesa “Qixi Festival” e remete a uma lenda de mais de 2 mil anos. Segundo essa mitologia, a princesa tecelã Orihime, filha de Tentei (poderoso deus do reino celestial), se apaixonou pelo pastor de gado Hikoboshi (também nomeado Kengyu ). Dedicados ao romance, eles deixaram de lado as tarefas e as obrigações diárias.

Por causa da falta de responsabilidade, o pai de Orihime decidiu separá-los, obrigando-os a morar em lados opostos da Via Láctea (rio Amanogawa). Sentindo a tristeza da filha, ele autorizou o casal a se encontrar uma vez por ano (no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar) com uma condição: eles precisavam atender a todos os pedidos vindos da Terra.

Localização das estrelas

Dessa forma, todo o sétimo dia do sétimo mês, Orihime atravessa a Via Láctea para encontrar o seu amado Hikoboshi. Perto desse dia, realiza-se o Tanabata Matsuri. Acredita-se que, se no dia do reencontro estiver chovendo, Orihime e Hikoboshi não conseguem atravessar a Via Láctea (rio Amanogawa). Logo, o encontro só poderá acontecer no ano seguinte.

Na mitologia japonesa, o casal é representado pelas estrelas Vega (Princesa Orihime) e Altair (Pastor Kengyu) que de fato localizam-se nos extremos opostos da Via-Láctea e podem ser vistas juntas uma vez no ano.

Durante o Festival, existe o costume tradicional de se escrever desejos no tanzaku (tira de papel colorido), que depois são pendurados em ramos de bambu, na esperança de que o desejo se torne realidade (Só achei sacanagem cobrarem por isso, mas enfim!). Cada cor do tanzaku tem um significado: amarelo – dinheiro, rosa – amor, vermelho – paixão, azul – proteção e saúde, verde – esperança e branco – paz. No final da festa, os papéis são queimados para que os desejos cheguem ao céu, e assim, Orihime e Kengyu possam receber e realizar os pedidos.

Voltando agora ao festival.

A entrada é “gratuita”, só pedem encarecidamente que levem 1kg de alimento, entretanto se quiser seu carro seguro, R$10,00 de estacionamento, justo. Tem os manobristas que indicam os melhores lugares, tudo oficial do evento.

Existe um cardápio amplo e variado de comidas e bebidas tradicionais, logicamente o orçamento não permitiu degustar tudo, mas pelo menos o que comemos vou “rezenhar” aqui com certeza. Estávamos em uma turma bacana como nos velhos tempos, e isso só engrandeceu tornando a noite inesquecível e divertida com certeza.

Pessoal na grife!

Se ainda tem dúvidas sobre o evento imagine uma quermesse, só que tudo relacionado à cultura japonesa.

De cara pedimos Yakisoba e o Tempura, tão aguardados e disputados pelas barraquinhas. Estavam deliciosos, o Tempurá sequinho e saboroso. Yakisoba estava também muito bom, faltou alguns ingredientes no meio, mas nada que comprometia o seu sabor, mas que poderia ter sido melhorado. Pedrão pediu um Okonomiyaki, uma espécie de panqueca japonesa, deu na boquinha e estava muito gostosa. Me arrependi de não ter comprado-a.

Tropa de Elite do Tempura, a fila estava enorme!

Tempura delicioso… um dos melhores!

Yakisoba Danadão!

A empolgação estava à mil e ainda não satisfeito fui atrás do Temaki que amo tanto, mas me senti lesado. Foram R$17,00 frustradamente mal pagos, muito pequeno, feito com arroz brasileiro e pouco salmão (Nem deu vontade de tirar foto). O que salvou foi o cream cheese que poderia ser colocado à vontade e o shoyu premium, que era premium mesmo, entretanto isso não salvou 100%.

O frango xadrez foi triste também, vinha num pote gigante, dava a falsa impressão que aquilo ia suprir o que estava nos matando, entretanto ao abrir estava tudo dividido, bonitinho mas… vinha muito arroz e um franguinho triste coitado, com um molho bem depressivo também. Ainda bem que custou R$2,00 mais barato do que estava no cardápio, serviu de consolo.

Depressivo e frustrante

Fora estas intempéries, o evento é muito bacana, com várias atrações musicais, especialmente os grupos que fazem performance com os tambores, aquilo tudo é muito lindo, o peito chega a tremer. Fizeram várias performances épicas, inclusive com trilha do Game of Thrones simulando batalhas épicas naqueles tambores. Tudo sincronizado e com movimentos bem difíceis, foi para aplaudir de pé.

Pena que não pude beber as “saquerinhas” pareciam muito boas porquê a barraquinha não ficava vazia um minuto.

Optamos por ir à noite para ver os enfeites e iluminação do evento, se fôssemos no domingo que o evento é a tarde perderia um pouco do encanto apesar de quê poderíamos ver os pedidos feitos no tanzaku serem queimados, a famosa sinuca de bico, escolher apenas um.

Então é isso pessoal, espero que tenham gostado, todo ano tem nesta época do ano de acordo com a poética tradição e lenda das estrelas. Até o ano que vêm se Deus quiser estaremos lá novamente.

Algumas fotos do post foram retiradas da página oficial do evento no Facebook.

Nesta ponte renderam lindas fotos

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