Rezenha Crítica It: A Coisa 2017

Ii A Coisa Wallpaper

Envolto a comoção generalizada diante do novo filme de It: A Coisa, obra baseada no complexo livro de Stephen King e porque não no remake de 1990 estrelado de forma brilhante por Tim Curry (independente da qualidade em si do filme da época) fui conferir este novo It. Sem rodeios já adianto que antes tivessem feito um filme do It sem o It, ficaria até melhor. Confiram a “rezenha” crítica de It: A Coisa.

Para quem ainda desconhece o mistério que rodeia a cidade de Derry, trata sobre um grupo de crianças que tentam descobrir a causa do desaparecimento de várias outras crianças, inclusive do irmãozinho de Bill, Georgie Denbrough (o famoso menino de capuz amarelo). Eles acabam se deparando com uma força maligna em forma de palhaço, chamado Pennywise, o palhaço dançarino.

Antes de pontuarmos o que é positivo sobre o filme, vou primeiro já soltar a metralhadora no Pennywise de Bill Skarsgård, não que seja ruim, nada disso, o ator mandou super bem, com várias caras e bocas que poderiam assustar fugindo bastante do que Tim Curry fez em 1990 e me traumatizou apesar do filme não ser lá aquelas coisas.

O grande problema foi o extra, tudo o que não envolve a interpretação do ator. Por exemplo a maquiagem, estava tudo muito “gourmet” e engomadinho, o cabelo penteado de uma forma bonita, além da roupa. NÃO PODE! Isso não assusta nem quem tem fobia de palhaço! Também não precisa ficar descaracterizado e insano como o coringa de Heath Ledger, mas ao menos um cabelo um pouco mais bagunçado. Outra coisa que incomodou (e muito!) e acaba com o trabalho do ator são os efeitos visuais digitalizados que inseriram no personagem, tanto nos olhos onde colocavam efeito de luz como em sua movimentação, na minha humilde opinião ficou meio bizarro, seria bem mais assustador se nos momentos de perseguição Pennywise movimentava-se com as próprias pernas ao invés daquele efeito ACME Looney Tunes, eu comecei a achar engraçado e não ficar assustado.

Além disso coloco um adendo no marketing, na forma como quiseram vender o filme, que seria algo sombrio e que só este clima pesado iria deixar o telespectador com medo, AH MENTIRA!, o filme acaba indo para outra vertente que é dos “Jumpscares” que são aqueles sustos de momento, e que nem tem tantos momentos assim também.

Fora estes pormenores o filme tem uma pegada oitentista muito boa mexendo com o saudosismo de muitos, e foram no vácuo da série Stranger Things (confiram “rezenha”), no mesmo ritmo, fotografia e clima de suspense, a referência foi tão grande que até Finn Wolfhard (Mike) da série trouxeram como um dos protagonistas também do filme.

O elenco foi muito bem escolhido, todos mandam super bem nas interpretações e conflitos que a história nos mostra, principalmente Sophia Lillis (Beverly), uma atriz linda e que destruiu, deve ter sido escolhida com o propósito de instigar a imaginação de muita gente, é muito errado isso que escrevi vendo a biografia dela, mas se analisar o contexto do filme acertaram na mosca a atriz.

O mistério que cerca a cidade foi muito bem explicado e me intrigou, e o grande erro da obra de 1990 não foi cometida nesta, dividiram em dois capítulos o filme, dedicaram-se 100% a forma de palhaço da Coisa, diferente de 1990 e suas 3 horas de duração onde não fede e nem cheira, parecendo de fato dois filmes em um, onde tínhamos uma primeira parte boa e uma segunda parte esquecível e vergonhosa, com essa divisão correta, acredito que com o bom retorno das bilheterias deste capítulo 1, poderão realizar uma obra ainda mais grandiosa no segundo capítulo.

Agora porquê da forma de palhaço? Na época em que a história se passa, palhaços tinham uma fama maior do que nos dias atuais, existiam muito mais circos que hoje, eram figuras queridas pelas crianças (existia uma minoria que tinha fobia) e esta foi a melhor forma de atraí-las para a tocaia, sob a forma de uma criatura que todos gostam e está acima de qualquer suspeita.

Assim como defendo em minha introdução, o filme sairia melhor se fosse do gênero drama/comédia sem o It e outro nome, com uma pegada Conte Comigo (curiosamente o livro no qual o filme é baseado também é de autoria Stephen King), falando sobre a importância da amizade diante de um mistério na cidade (que poderia ser exatamente igual a que o filme propõe ou como uma simples lenda urbana) e também enfrentando alguns inimigos, no caso os adolescentes que humilham as crianças pelo filme todo, pronto, teria sido melhor que esta tentativa de terror.

Fica aqui só um destaque para a cena do projetor, aquilo me impressionou bastante.

Minha nota é 3/5.

E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

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18 comentários sobre “Rezenha Crítica It: A Coisa 2017

  1. Desfruto muito deste gênero de filmes, sempre me chamam a atenção pela historia. It: A coisa é a minha história favorita de Stephen King, acho que o novo Pennywise é muito mais escuro e mais assustador, Bill Skarsgård é o indicado para interpretar o palhaço. Os filmes de terror são meus preferidos, evolucionaram com melhores efeitos visuais e tratam de se superar a eles mesmos. Eu gosto da atmosfera de suspense que geram. O filme It tem protagonistas sólidos e um roteiro diferente. O clube dos perdedores é muito divertido e acho que os atores são muito talentosos. Já quero ver a segunda parte.

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  2. Pingback: Rezenha Crítica Atômica 2017 | Rezenhando

  3. Tenho fobia de palhaço, tentei ( tentei mesmo) assistir ao trailer, e fiquei uns 40 minutos sem respirar direito. Criei fôlego pra ler a crítica sem tentar imaginar as cenas, e confesso que não é tudo aquilo que eu imaginei. Meu pai viu o filme pra me contar como era, e disse que não é absolutamente nada do que o trailer manda. Tenho que dar um jeito nessa minha fobia, porque confesso que tô curiosa pra ler a obra, sem querer sair correndo de todos os bueiros que eu ver por perto Hahahahah

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  4. Sinceramente eu amei o filme, mas como você comentou e concordo que são apenas sustos e nada de aterrorizante, talvez pelo fato de o gênero terror estar ligado a crença de coisas sobrenaturais e isso não me atingir porque não creio em nada. Porém para uma maioria funcionou bem (falo isso porque na sessão que fui muita gente estava gritando de medo).

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    • Então, concordo com você, mas é que foi vendido como uma cidade macabra e que você ficaria com medo pelo clima, em raros momentos funcionou, e só. E justamente por lidar com algo sobrenatural era para dar um cagaço da porra, pois a fórmula do terror e do medo é aquilo que não podemos ver e desconhecemos!

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  5. Ainda bem que você não pegou pesado né?! kkkk estou bem louca para assistir, achei que lendo essa “rezenha” eu fosse perder a vontade, mas me mantneho firma na proposta que comprei do filme…vamos ver!!!!! 😉

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