Rezenha Crítica Atômica 2017

Nessa última noite pude conferir ao que dizem ser o melhor filme de ação do ano, o que já prontamente discordo e vocês saberão o porquê. Atômica não é um filme ruim, possui elementos que o exaltam como um bom filme além de um elenco afinado com uma das cenas mais sexies do cinema e que pude conferir em um filme que não chegasse nem perto do pornô e muito infinitamente melhor que 50 tons de cinza por exemplo, fora ela são poucas que mexem com o onírico do telespectador como tal, tanto que até deixei de capa do texto. Confiram a “rezenha” crítica de Atômica.

O filme se passa na transição do final da década de 80 para 90, em paralelo com a queda do Muro de Berlim e a Guerra Fria, porém como o próprio filme já adianta nos seus primeiros minutos e no ritmo da pancada Blue Monday da banda New Order nada tem haver com a história em si, apenas se passam no mesmo local e no mesmo período. A agente Lorraine Broughton (Charlize Theron) é enviada para Berlim com a missão de investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. Ao lado de David Percival (James McAvoy), espião chefe da localidade, a assassina brutal usa de todas as suas habilidades no decorrer desta missão.

Atômica começa bem promissor regado a uma trilha sonora synthpop bem pancada da época com New Order arregaçando e uma morte logo nos primeiros minutos. Com um show de fotografia, iluminação e aquele filtro azulado deixando tudo como tem que ser, um clima frio e hostil como de fato Alemanha e Rússia são, o filme começa o seu desenrolar.

O desenvolvimento do filme em si tem altos e baixos, parecendo até dois filmes em um, nos momentos onde os agentes partem em busca das pistas da tal lista o filme em alguns momentos fica monótomo demais e com diálogos bem chatos e desconexos, tudo isso em paralelo com o depoimento que a própria Lorraine está dando a dois investigadores (o filme é a narrativa deste depoimento na verdade) em uma sala de interrogatório, além da trilha sonora que começa fantástica mas com o decorrer do filme, mesmo com a inserção de excelentes músicas da época começa a ficar meio forçado e irritante, o ideal seria a composição de um instrumental que fosse tocado por todo o filme nos momentos oportunos como por exemplo em O Exterminador do Futuro 2, um exemplo mais recente Kingsman (confiram a crítica aqui) ou qualquer outro filme que no momento não me vêm à cabeça. Aí sim teríamos uma franquia em potencial.

Durante a sessão você parece estar vivendo aquela época de fato, a ambientação noventista com o clima de insatisfação alemã para com o muro, o clima bélico entre russos e alemães em Berlim e o show de neons que transcorre por todo o filme são pontos positivos para a direção de David Leitch, que pasmem, é o diretor e cabeça por trás do universo John Wick (confiram a crítica do segundo aqui), tudo isso somado ao que ele fez em John Wick tornar-se o que é, as cenas de ação com o mais puro e alucinante dos planos sequências que valem a pena ser destacados e que são de encher os olhos. Você nota semelhança entre os dois filmes por causa da sequência de headshots que Lorraine executa nos inimigos.

Agora as atuações e elenco são um caso à parte. O espírito da Furiosa que Charlize Theron interpretou em Mad Max (confiram a crítica aqui) nunca saiu dela e neste filme ela engole Percival, personagem do “fragmentado” James Mcvoy, que também mata a pau com seu personagem. John Goodman, Toby Jones, Eddie Marsan e Bill Skarsgård (que interpretou IT nos cinemas, confiram crítica aqui) cumprem seus papeis de forma fundamental, principalmente a canastrice de John Goodman, o eterno Fred Flinstone.

Até aqui exaltei as atuações masculinas e também da protagonista Charlize, mas venhamos e convenhamos que as mais sexies da década em Hollywood em um mesmo filme se beijando e transando não poderia passar batido, o filme de fato é delas, e mesmo se a obra fosse uma merda tecnicamente falando só esta cena entre Charlize Theron e Sofia Boutella salvaria o filme num todo, o que foi este arco que pareceu um treminhão atropelando quem está pela frente? Desde quando se conhecem a relação das duas é destaque, e a cena do beijo seguido daquele sexo selvagem é difícil até de explicar, só assistindo!

Se Atômica tentasse ser um pouco menos espionagem sem reviravoltas desnecessárias e mais ação, com uma duração menor o filme beiraria a perfeição, porém como tentam enfeitar demais achando que só a técnica carregaria nas costas o filme, é notório que em alguns momentos o continuísmo perde o foco e o interesse só volta mais tarde com as cenas de plano sequência e perseguição por Berlim com Lorraine sendo espancada sem dó pela KGB e por um monte de gente que está atrás dela.

Iria assistir de novo? Talvez, depende meu humor do dia.

Minha nota é 3/5.

E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

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3 comentários sobre “Rezenha Crítica Atômica 2017

  1. acho triste quando associam um filme a outro filme, comparações?!!Atômica é único, cool,noir, um clássico filme de espionagem,! Como todos filmes de espionagem tem sua história única, original. Charlize está esplêndida, como todo elenco. Forte, raras horas de fragilidade e sempre vulnerável, como todo espiao. Confiar jamais! Música , trilha sonora magnifica, fotografia,linda. Berlim, ah, Berlim, inesquecível Berlim e seu muro separando pessoas. E o que valeu a guerra fria, quem ganhou?? O filme é muito bom, além do que, foi lindo de se ver duas mulheres lindas e femininas em um momento de delicadeza e explosão de sensualidade, mostrando que os espiões também sentem, bem como sofrem suas perdas.

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