Rezenha Crítica Comando para Matar 1986

Em mais uma sessão nostalgia, quando deparei-me no Netflix com Comando para Matar disponível e em destaque, não pensei duas vezes, parei tudo que estava fazendo e fui assistir esta obra prima da ação. Eu só me lembrava da épica cena do Arnoldão segurando uma senhora tora e o bíceps estralando em foco no meio da mata. Só que o filme não é só isso, existe muita coisa boa nele que nem lembrava e torna o filme ainda mais clássico. Confiram a rezenha crítica de Comando para Matar.

Se você espera um filme complexo com diversos plot twisties e com muito lenga lenga, saia daqui geração moranguinho, estamos indo de volta aos anos 80, no ápice dos filmes de ação e o testosterona sendo esfregado na tela, onde a obra está cagando e andando para a física e a lógica, e isso só deixa o filme ainda melhor.

É um filme de vingança (Amo pouco né?), conta a história de John Matrix, um coronel aposentado há dez anos, e que vive para Jenny Matrix, sua filha. Repentinamente ela é sequestrada por Arius, um ex-ditador latino-americano que espera recuperar o poder, e que para isto chantageia Matrix, ordenando-o que mate o presidente Velásquez, o atual mandatário. Mas John, foge do avião e tem só 11 horas para resgatar Jenny, antes que descubram que escapou e não pretende cometer nenhum assassinato.

O elenco da época é sensacional e me surpreendi principalmente com um dos vilões chamado Sully (David Patrick Kelly), na hora me veio a mente um outro personagem seu, deveras caricato, direto do filme Warriors (Que estou devendo uma rezenha inclusive ksksks) e sua célebre cena: – Warriors come out to playing… memorável. Conta com Alyssa Milano, a ninfetinha da época que aparecia em vários filmes, Bill Duke, entre outros.

No começo do filme como já adiantei, já aparece Arnoldão fazendo marketing pessoal dos seus músculos segurando uma tora gigantesca e sozinho mata vários terroristas que ainda sim conseguem raptar sua filha e utilizam da chantagem já adiantada para consegui-la de volta. Isso tudo é uma mentira por quê no fim, seu inimigo mortal Benett (Trabalharam juntos e atualmente segurança do ditador, além de cover piorado do Freddie Mercury)  quer apenas matá-lo.

Acho que Comando só perde para Rambo em matança. As 11 horas que Matrix tem é tempo suficiente para levar muita gente pra vala. Só que o charme do filme é a “canastrice” do Arnoldão, o que o torna ainda melhor, principalmente com seu sarcasmo em frases nas situações mais adversas que me arrancaram muitos risos. Começando pelo avião, onde mata um dos capangas que o acompanhava, cobre seu rosto e pede para a aeromoça não acordá-lo durante a viagem porque estava “morto de cansaço”. Matrix também promete matar Sully por último por ser o mais engraçado da turma, porém durante o filme com ele num penhasco pendurado Sully apela para essa “promessa” e ele solta apenas um “Eu menti”. E falando nisso, esta última e “Eu vou voltar” que ele utiliza no filme viriam tornar-se pop e uma de suas imortalizadas frases da carreira em O Exterminador do Futuro 2 cinco anos depois. Quando ele arremessa Sully pelo penhasco abaixo, Cindy o questiona sobre o que tinha feito com Sully, e Matrix “apenas” responde que o “deixou ir” ksksksksksks, cara é insano e muito sensacional ao mesmo tempo.

Eu ri muito com outras cenas, principalmente a que Matrix arranca a fórceps a cabine telefônica com Sully dentro e quase arremessa do andar de cima do shopping. E também quando ele intercepta Cindy já apavorada pelo quase abuso sexual de Sully, e ele nem fala boa noite, chega arrancando o banco do carro para sentar escondido e faz ela seguir Sully, muito dez e inimaginável ksksks. Existe muita coisa épica, mas se ficar falando aqui vocês nem vão precisar assistir o filme, só uma em especial em que Matrix e Cooke começam lutar dentro de um quarto de Motel, e em uma luta a lá Exterminador, vão se jogando até atravessar uma parede que do outro lado tem um casal transando. E o mais sinistro é que continuam transando enquanto a luta vai rolando, muito foda!

A partir do momento que ele chega na ilha para resgatar sua filha, uma Terceira Guerra Mundial acontece. Uma matança pandemônica ocorre sem filtro, com muito sangue e membros voando, eu não lembrava que era tão sanguinário assim (Saudades dos anos 80).

O desfecho e a luta final também muito bem feita com frases de impacto que ecoam por um bom tempo na sua cabeça.

Uma pena que nunca fizeram uma continuação, se fossem fazê-la atualmente logicamente que não teria a mesma graça e muito menos pegada do nostálgico passado, Arnoldão está velho demais para um filme deste porte e até bom que nem pensem nesta possibilidade. Melhor como está, assim quando vamos conferir esta relíquia ainda nos surpreendemos com tamanha qualidade em um filme de ação, logicamente para o que propõe, sem ter medo de ser rotulado como trash, e se dá muito bem, influenciou toda uma penca de filmes.

Como adiantei, não vá conferir achando que vai haver beijos gay, igualdade de gêneros, feminismo embutido (Ou até demais) e o diabo a quatro, atrocidades desta geração moranguinho, ali não, ali você sentirá o testosterona sendo esfregado na sua cara e o exército de um homem só matando todo mundo só para resgatar sua filha e ainda ficar com uma mulher gata!

Minha nota é 4/5.

E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

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2 comentários sobre “Rezenha Crítica Comando para Matar 1986

  1. Este é um dos clássicos que deixaram saudades…era a época onde o politicamente hipócrita não existia…uma época onde Stallone, Schwaznegger, Norris, Willis, Chan, Reynolds e outros reinavam…era a época de séries como Airwolf (Àguia de Fogo), A-Team (Esquadrão Classe A), Blue Thunder (Trovão Azul ), Magnum e outros imperavam antes da Era Jaspion/Changeman e outros…Off.: Època recontadas hoje por jogos como Metal Gear Solid 5 (ground zeroes e phantom pain), Mortal kombat e afins…

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