Rezenha Crítica O Alquimista de Paulo Coelho

Como pode um fã do Maluco Beleza como eu nunca ter lido sequer um livro de um dos únicos amigos íntimos e maior contribuidor para o legado de Raul Santo Seixas? Isso mesmo estou falando de Paulo Coelho, o Mago. Assim como a história do livro propõe e traçando um paralelo com a minha maluca vida, os sinais podem vir da onde a gente menos espera, só dependendo da gente abraçá-los com toda a força ou não, ainda mais quando a indicação vem de uma pessoa tão especial. Em tempo recorde terminei de lê-lo, degustando cada página e refletindo muita coisa em minha vida. Sou apenas uma gota, das milhões deste oceano que já leram esta obra prima de Paulo Coelho e identificaram-se com ela. Confiram minha “rezenha” crítica de O Alquimista.

O alquimista é a mágica e atemporal história de Santiago, um menino pastor andaluz que anseia por viajar em busca do tesouro mais magnífico do mundo. A história dos tesouros que Santiago encontra ao longo de sua jornada nos ensina, como poucas histórias fizeram, sobre a sabedoria de escutarmos nossos corações, aprendendo a ler os sinais que aparecem ao longo do caminho de nossas vidas e, acima de tudo, a seguir nossos sonhos.

Muitas vezes seguimos uma vida pacata, sem muitas emoções e tudo aquilo nos faz bem, por quê não? Mas e se fôssemos atrás das oportunidades e sonhos que a vida nos oferece, sinais tão divagados na obra? Mesmo com o medo de quebrar a cara, até aonde conseguiríamos chegar? O que aprenderíamos nas decepções e conquistas? O objetivo final e o sonho tornariam-se secundários, porquê o que realmente importa foi e será o caminho trilhado até atravessarmos “a chegada”. Pequenos detalhes que hoje são tão ignorados e desprezados por nossa sociedade, inclusive por nós, “camponeses sonhadores” descritos por Paulo Coelho, tornam-se a nossa base pelo caminho percorrido e com um valor inegociável.

Buscar a sua Lenda Pessoal, pode trazer-lhe também novas histórias e se possuir um mínimo de ótica perspectiva conseguirá enxergar o que procura no meio do caminho, ali pode estar todo o tesouro ou o sonho que anseia.

O Alquimista tem uma escrita limpa e simplista, não que isso seja demérito, pelo contrário, só conseguiu os milhões de fãs leitores com estas qualidades, quando você começa a ler, muito lembra a nossa própria infância quando os adultos nos contam alguma história, direta, sem rodeios ou firulas literárias, com um linguajar de fácil entendimento (até melhor que umas palavras que uso aqui! ksksks).

Fora os dois prólogos que o livro apresenta sobre a lenda de Narciso contada na visão do lago e a história de um padre pobre diante de Maria e Jesus, fantásticas.

Impossível não extrair algo de bom do livro, o problema de “rezenhar” afundo é que posso acabar estragando a sua experiência, então proíbo-me disso.

Lendo as 171 páginas desta obra prima só constatou o que sempre tento aconselhar as pessoas, amigos e a mim mesmo em um exame auto crítico. Se for para se arrepender de algo, arrependa-se daquilo que você fez, jamais do que deixou de fazer. Daqui há alguns anos aquele vazio criará um vácuo do arrependimento que vai lhe envenenando vagarosamente enchendo seu coração de mágoas e tristeza, deixando você amargurado e querendo voltar no tempo para aproveitar àquilo que simplesmente desprezou e que o tempo fez questão de dissipar.

Siga o seu coração, a razão são para os amargurados. Muitas vezes devemos “enlouquecer” e falar com nosso coração, ele nos levará para o caminho certo. É aí que a razão nos ilude mostrando-nos um caminho com mais lógica, porém nem sempre feliz.

Abaixo algumas citações que vale a pena destacar e que permearão por toda a minha vida.

“Ali estava a pura Linguagem do Mundo, sem explicações, porque o Universo não precisava de explicações para continuar seu caminho no espaço sem fim. Tudo o que o rapaz entendia naquele momento era que estava diante da mulher de sua vida, e sem nenhuma necessidade de palavras, ela devia saber disto também. Tinha mais certeza disto do que de qualquer coisa no mundo, mesmo que seus pais, e os pais de seus pais dissessem que era preciso namorar, noivar, conhecer a pessoa e ter dinheiro antes de se casar. Quem dizia isto talvez jamais tivesse conhecido a Linguagem Universal, porque quando se mergulha nela, é fácil entender que sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio de um deserto, seja no meio de grandes cidades. E quando estas pessoas se cruzam, e seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perdem qualquer importância, e só existe aquele momento, e aquela certeza incrível de que todas as coisas debaixo do sol foram escritas pela mesma Mão. A Mão que desperta o Amor, e que fez uma alma gêmea para cada pessoa que trabalha, descansa e busca tesouros debaixo do sol. Porque sem isto não haveria qualquer sentido para os sonhos da raça humana.”

“Quando você quer alguma coisa, todo o Universo conspira para que você realize o seu desejo”.

“É justamente a possibilidade de realizar um sonho que torna a vida interessante”

“Deus está onde O deixam entrar.”

“Quem interfere no destino dos outros, nunca descobrirá o seu.”

Minha nota é 5/5.

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10 comentários sobre “Rezenha Crítica O Alquimista de Paulo Coelho

  1. Pingback: Ida à Belém, cidade onde Jesus “nasceu”! | Rezenhando

  2. Confesso. Sou muito preconceituoso em relação a ele. Já li tanta crítica negativa, de “gente comum” à “bam bam bans”, que não me animo nem um pouco a ler. Mas uma coisa é certa. Ele é um gênio, pelo menos comercialmente. Sabe e usa a polêmica em torno do seu nome como poucos já conseguiram. A minha pilha de livros para leitura não pára de crescer, mas ele nunca estará lá. lol
    Abraços!

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  3. Li um capítulo do Alquimista (eu acho) na escola, há décadas, e assisti há uns 2 anos a um documentário sobre o Raul Seixas e simpatizei com o Paulo Coelho (nas cenas em que ele apareceu sendo entrevistado). Ele fez (e ainda faz) tanto sucesso como escritor que deve ter seus méritos. Fiquei com vontade de ler.🙂

    Curtido por 1 pessoa

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