Dunkirk: Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come

dk

Não é novidade que as salas de cinema estão saturadas de adaptações, continuações, reboots, remakes e tudo aquilo que é desprovido de criatividade. E o problema disso é que os estúdios investem cada vez menos em produções originais, já que o retorno financeiro é pouco confiável quando a propriedade não vem acompanhada por uma base preestabelecida de fãs — o público não comparece; a grana não entra no caixa. É por isso que Christopher Nolan só encontrou seu lugar sob os holofotes após o enorme sucesso de público e crítica da sua trilogia do Cavaleiro das Trevas. Daí em diante, seu nome virou sinônimo de garantia para os investidores e de qualidade para as massas, ou seja, um casamento perfeito onde todo mundo sai ganhando. Hoje, pode-se dizer que Nolan é um dos poucos a ter carta branca (leia-se cheque em branco) para filmar qualquer coisa da sua cabeça, por mais maluca e ambiciosa que seja. Ele dobrou uma cidade inteira em A Origem, viajou através de um buraco de minhoca em Interestelar e agora criou seu próprio simulador de guerra em Dunkirk. Sim, seu último trabalho é uma experiência cinematográfica sensorial e imersiva como nenhum outro filme do gênero, onde o expectador é jogado no meio da ação com o único objetivo de SOBREVIVER entre os milhares de soldados aos ataques ensurdecedores dos Stukas (os bombardeiros de mergulho alemães).

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