Rezenha Crítica Animais Noturnos 2017

Sem mais delongas, Animais Noturnos foi aquele típico filme que desde ver a capa algo dizia que o filme era tudo que eu esperava de um filme (Isso porquê não devemos julgar nada pela capa, mamãe já dizia). Depois de ler a sinopse, ver elenco e o trailer fiquei ainda mais atiçado. De todos indicados ao Oscar foi logo o primeiro que assisti tamanha ansiedade. Então confiram a rezenha crítica de Animais Noturnos e descubram o porquê após tê-lo assistido no dia seguinte quis reassisti-lo sem pestanejar, além de deixar minha nota de repúdio diante da injusta esnobada que levou da academia.

Animais Noturnos é um filme que em sua catarse consegue ser metafórico e melancólico, a tristeza destoa por toda a obra mesmo nada daquilo sendo realidade, só que a ironia e metáfora estão justamente caminhando paralelamente com a vida de Susan, personagem principal, negociante de arte e que se sente cada vez mais isolada do parceiro Walker (Armie Hammer). Um dia, ela recebe um manuscrito de autoria de Edward (Jake Gylenhaal), seu primeiro marido. Por sua vez, o trágico livro acompanha o personagem Tony Hastings, um homem que leva sua esposa (Isla Fisher) e filha (Ellie Bamber) para tirar férias, mas o passeio toma um rumo violento ao cruzar o caminho de uma gangue. Durante a tensa leitura, Susan pensa sobre as razões de ter recebido o texto, descobre verdades dolorosas sobre si mesma e relembra traumas de seu relacionamento fracassado.

A forma crua e intensa munido com uma técnica fotográfica de encher os olhos (isso porquê o diretor Tom Ford está dirigindo apenas o seu segundo filme), tudo muito bem captado pelas lentes em ângulos estratégicos que tornam determinadas cenas inesquecíveis com tudo estrategicamente planejado, desde as roupas, cenários, tudo.

O filme transcorre por três linhas temporais diferenciadas, onde cada uma tem sua peculiaridade cinematográfica e que de certa forma acaba ajudando o telespectador de forma discreta (Sem chamá-lo de burro) não deixando-o em limbos temporais perdido na história.

Tom Ford era estilista antes de entrar neste meio cinematográfico e já deixou sua “marca” em seus dois filmes, ele traz a morte como um meio de libertação (Calma gente que isso não é spoiler! Apenas uma interpretação minha mesmo). E justamente por ter vivenciado neste meio ele consegue de uma forma literalmente dialética mostrar o “Lado B” deste mundo irracional e que inclusive no filme cita-se “fora da realidade” e ser menos doloroso, a artificialidade que é onde ao mesmo tempo que a vida pessoal de uma pessoa está ruindo (Pessoal e Profissional), aos outros do meio ainda acreditam estar tudo bem, chega a ser assustador, afinal ele deveria na teoria defender justamente o contrário por muito tempo ter estado no enclausurado neste meio artístico e da moda.

Assim como em La La Land nos deparamos com o dilema entre seguir o nosso sonho e ser o que realmente queremos, enfrentando todos obstáculos possíveis ou nos rendermos a imposição(indireta ou direta) dos outros, por talvez ser o caminho mais fácil e seguro. Resumindo o antigo dilema entre ser feliz e sofrer, ou passar por uma vida triste sem sofirmentto, um paradoxo que muita gente sofre a vida toda, afinal nosso destino é criado através de… escolhas.

Poderia aqui elogiar as atuações dos protagonistas (Sou fã do trabalho cult/thriller do Jimmy Bolha), mas eles ficam em segundo plano quando nos deparamos com  as atuações dos surpreendentes coadjuvantes Michael Shannon e Aaron Taylor-Johnson (Que por um momento pensei que fosse o Drake daquele sitcom Drake e Josh), respectivamente os personagens Policial Andes e o maluco Ray Marcus, os dois deveriam estar disputando a categoria de Melhor Ator Coadjuvante, mas ainda aqui mantiveram bom senso em indicar pelo menos o Michael à categoria, que está sensacional (Não conhecia este ator) e insano no papel de policial que não tem nada a perder. E falando em Oscar, a injustiça é que não foi  sequer lembrado como Melhor Filme, nem Roteiro Adaptado (Trata-se de um Best Seller adaptado para o cinema) e muito menos Fotografia, não que fosse ganhar, mas sequer ser indicado chega a ser estranho.

Animais Noturnos é cruel e perturbador, fui dormir pensando nele e refletindo tudo até digerir, e quando consegui, achei tão fantástico que precisava arranjar uma “desculpá” para reassisti-lo. Não é um filme tão complexo, mas existem detalhes que quando você “saca” ou lê depois em algum site um comentário interessante você gosta ainda mais do filme. A metáfora de nossa vida na sociedade está ali, jogada na nossa cara!

Minha nota é 5/5 (Quando assisti estava crente de um 4, mas reassistindo senti que o  5 era o que o meu coração mandava)!

Farei um adendo, impossível saber quem é Isla Fisher e Amy Adams quando ambas estão no mesmo filme.

E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

Confiram os meus filmes favoritos!

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