Rezenha Crítica Brazil 1985

Aos apreciadores do filme 12 Macacos e das incríveis criações do grupo Monty Python, aqui vai uma dica daquelas, afinal o humor distópico de Brazil  não é pra qualquer um, e a quem desconheça a linha humorística dos caras pode achar uma tremenda perda de tempo, o que seria uma heresia. Mas antes de assistir ou mesmo depois, leia a rezenha crítica de Brazil, o Filme, que no mínimo vai fazer você compreender o que se passa neste universo ou entender aquilo tudo que seu cérebro não processou e que certamente no final do filme você soltou àquele sincero “Mas que porra foi essa?”.

Qualquer semelhança do título e história com nosso país é mera coincidência, seria cômico se não fosse trágico.

O funcionário público Sam Lowry (Jonathan Pryce) vive num Estado totalitário, controlado pelos computadores e pela burocracia. Neste Estado futurista, todos são governados por fichas e cartões de crédito e ainda precisam pagar por tudo, até mesmo pela permanência na prisão. Em meio à opressão, Sam acaba se apaixonando por Jill Layton (Kim Greist), uma terrorista, que já aparecia em seus sonhos por muito tempo, e quando finalmente a encontra por um acaso do destino corre atrás dela.

Imagine uma cidade na pegada da época de Blade Runner, bem melancólica e acinzentada, trazendo a tona o que viria a ser o século XXI nas metrópoles.  Sam está conformado com seu emprego, tanto que ao receber uma promoção no setor público opta por ficar onde está, só que tudo começa a mudar quando o mesmo começa a duvidar do “sistema”. Aliás o próprio “sistema” comete uma falha terrível que permeia inclusive pelo seu departamento e transforma-se em uma bola de neve, ocasionando na queima de arquivo de um inocente, tudo por culpa de um besouro que foi morto na impressão de um documento trocando o sobrenome Tuttle por Buttle. Doideira né?

Por todo o desenvolvimento do filme nos deparamos com um humor críticp incisivo, ou seja, desde o começo se você não perceber que tudo ali não passa de uma crítica ao Estado num todo vai ficar boiando porque é de uma forma bem discreta, em pequenos detalhes que nota-se estas críticas, todas elas escondidas nas camadas surreais do filme, como por exemplo nos sonhos de Sam, onde o mesmo está em uma armadura  e com asas de anjo sobrevoando a cidade e lutando contra aberrações bem escrotas de várias formas que só podem ter sido criadas pela mente de alguém que viajou para bem longe (se é que me entendem), e por consequência perdendo sua amada.

Em contrapartida do sonho, a vida real é totalmente ao contrário, onde Sam vai sendo engolido pelo “sistema” cada vez que tenta dar um passo à frente para investigar o misterioso assassinato e inocentar a sua amada, e sua princesa na verdade que é a guerreira, notamos ali um paradigma engraçado.

Durante o filme se você não ler Robert de Niro na introdução jamais irá notar o personagem que ele interpreta, teria passado despercebido, irreconhecível no papel.

O grande problema é a longa duração do filme, deixando-o bem chato em boa parte. Toda surrealidade e viagem nestes tipos de filmes é bacana desde que seja dosada, neste caso como extrapolou ficou chato, dei umas pescadinhas no meio de várias delas onde a chapação alcançou níveis incalculáveis.

O protagonista tenta ser engraçado mas acaba bobo, besta, pastelão.  Pela sua longa duração fugiu do foco principal que era o universo desconstruído, a crítica diante da burocracia, e esquece das epifanias e fantasias do protagonista. Muita coisa vai sendo jogada, talvez até para queimar orçamento eu acho.

Fora estes contratempos é um bom filme, o objetivo é cumprido no seu terceiro ato captando o telespectador e deixando ansioso pelo final para saber o desenrolar de toda aquela loucura que está. E a mensagem é inserida sobre o capitalismo desenfreado e o controle total do Estado sobre nós.

Para quem já assistiu O Sentido da Vida, Em Busca do Cálice Sagrado e a Vida de Bryan lógico que vai achar que Brazil fica pra trás, mas ainda sim Terry Gilliam (que faz parte do Monty Python) consegue imprimir sua ideia por mais que esteja vinculada a várias camadas pitorescas.

Minha nota é 3/5.

E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

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2 comentários sobre “Rezenha Crítica Brazil 1985

  1. Eu ainda falho em não aceitar bem esses planos abertos do Terry Gillian. Apesar de ser algo estiloso (e que cair como uma luva nesse cenário mais fantasioso)…arre…essas distorções nos cantos da tela…
    Mas a trilha sonora compensa. Conseguir manter a Aquarela do Brasil como tema musical, variando de acordo com cada cena, é de uma safadeza (no bom sentido) que dá um humor muito bacana ao filme todo.

    Curtido por 1 pessoa

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