Rezenha Crítica Deixa Ela Entrar 2008

Até a semana passada estava meio traumatizado com filmes de vampiro, tudo culpa da saga Crepúsculo e aquele último Drácula a história nunca  contada (Que não deveria ter sido contada de nenhuma maneira), entretanto como toda matéria aqui e acolá indicava o Deixa Ela Entrar de 2008 versão sueca, resolvi pegar para assistir, já que há muto tempo tempo havia assistido a versão remake sem saber e havia achado um lixo.

O filme transcorre na década de 80 na própria Suécia em um subúrbio com aqueles típicos prédios da CDHU e Minha Casa Minha Vida. Mas diferente do remake este é mais cruzão porém com uma fotografia incrível.

O modo como gravaram o filme e os quadros são tão interessantes que é difícil não ficar vidrado nos olhares de Eli, a vampira que conquista Oskar. Os olhares muito bem captados, deixam a menina com seus teóricos 12 anos ainda mais bonita. Algumas cenas se fossem rodadas por filmes hollywoodianos teriam muitos efeitos especiais e perderia a tensão, e como o filme foi rodado com pouco orçamento tiveram que improvisar, e fizeram de forma magistral, principalmente a cena da piscina.

O diretor Tomas Alfredson conseguiu o que a saga crepúsculo e os últimos filmes do Drácula não conseguiram, criar um arco de romance, mesmo que de duas crianças, intrigante e que fizesse o telespectador torcer pelos dois, independente das ações que os personagens tomam durante o filme. além de mostrar de forma sútil sem forçar as lendas sobre os vampiros, como eles adentrarem a uma residência após serem convidados, não poder sair ao sol (E não brilhar como uma purpurina) e alimentar-se apenas de sangue humano.

A película é baseada no livro com o mesmo nome, que me interessou bastante, pois como normalmente ocorre muitas passagens foram omitidas ou reduzidas. Um exemplo é a história de Hakan, pois sabemos que ele não tem nenhum grau de parentesco com Eli, mas ele é o responsável por cuidar dela e trazer o seu alimento preferido, o sangue. É um personagem que estava curtindo demais no filme, misterioso e carrancudo mas com um fim bem bizarro e que mostrou-se demasiadamente burro, mas que infelizmente no filme não foi mostrado sua origem, e provavelmente no livro isso é contado.

Outra coisa que todo mundo fica perplecto, inclusive eu, é sobre a própria Eli, na cena onde Oskar a vê nua. Ela aparece com a “sherekinha” toda cheia de pontos, costurada. Mas fica naquilo e não é muito bem esclarecido. Tudo bem que durante o filme Eli questiona Oskar, se ele continuaria gostando dela mesmo que não fosse uma garota, mas até então dá a entender que fosse por ela ser uma vampira. Dando uma zapeada nas reZenhas da Net, descobri que de fato, Eli era um menino, que tragicamente em algo envolvendo porcos, seu órgão genital fora amputado há muito tempo. Eu não li tudo pois queria ser surpreendido lendo o livro, mas o negócio parece ser muito forte, pois o diretor optou por não inserir no filme, para que o mesmo não perde-se o propósito real, uma história de romance e tornar-se algo mais gore.

Olhar incrível, hipnotizante

Olhar incrível, hipnotizante

Vou ser sincero, me surpreendi, como adiantei lá em cima, estava evitando ao máximo qualquer coisa sobre o tema vampiros. Mas venci a barreira e o “pré” conceito e fui conferir. Se me perguntassem para listar hoje um top 3 (Odeio fazer listas, prefiro ver a dos outros e analisar), sem sombra de dúvidas meus 3 seriam Dracula de Bram Stoker (Clique e confira), Deixa Ela Entrar e o Dracula Morto mas Feliz dos mitos Mel Brooks e Leslie Nielsen. Gostei tanto do filme sueco, que estou procurando enlouquecidamente o livro com a capa original. Se alguém puder indicar, ficaria muito grato.

Minha nota é 4/5.

E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

 

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2 comentários sobre “Rezenha Crítica Deixa Ela Entrar 2008

  1. Olá! Esse filme é incrível. Lindo! Eu assisti e fui tentar dormir e simplesmente não consegui, de tão abalada. Na outra semana, comprei o livro. De fato, tem muito mais informações, incluindo particularidades sobre Hakan, Eli e até o próprio Oskar e a família. É incrível também. Evidentemente, você vai continuar vinculando as “cenas” literárias a imagem lírica do Oskar e Eli do cinema sueco. Fica difícil separar. Quanto ao filme americano… Um filmeco apenas.

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