Netflix finalmente atingiu seu objetivo com Stranger Things

Resenha Critica Stranger Things

Ainda na vibe oitentista peguei para ver a tal Stranger Things, série original Netflix, que todo mundo estava pagando pau, pessoas até que não curtiam assistir série estavam conferindo. Logo fiquei curioso pela sinopse e também devido a muitos posts nostálgicos que estavam rolando nas redes sociais. Confiram a reZenha crítica de Stranger Things.

Stranger Things é ambientada nos anos 80 e conta  a história de um  de um garoto chamado Will que desaparece misteriosamente. Enquanto a polícia, a família e os amigos bem ao estilo Conta Comigo procuram respostas, todos, incluindo o telespectador acabam mergulhando em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito doida.

Confesso que os três primeiros episódios são bem “bais ou benos”, com muita homenagem aos nostálgicos e saudosistas de plantão, isso inclui-me, mas eu estava achando demasiadamente exagerada as muitas referências e citações de outras obras cinematográficas e literárias. Eu entendo e compreendo qual foi a intenção disso, porque de fato tentaram humanizar os garotos, assim como eu e meus amigos quando éramos pequenos ou até hoje ainda que criamos os mesmos tipos de discussões que a série nos mostra quando estavam reunidos ou acontece alguma coisa e um deles sempre cita alguma passagem de referência. Isso foi o que pegou a maioria, uma isca muito bem criada. Além da trilha sonora impecável, foi como deixar um inofensivo ratinho para um gato faminto com as bandas Toto, The Clash, New Order e Joy Division fora as que a “ouvido nu ” não reconheci, além dos instrumentais de abertura e transições de cenas. Se fosse eleger algo como ponto alto e impecável, seria a trilha sonora.

Da metade em diante a série consegue criar uma identidade, caminha por conta própria sem apegar-se apenas a “Fan services” aumentando o clima de tensão e suspense  do início,  sem desgastar ou forçar. Falo por experiência própria, porque fui assistir o quarto e o quinto apenas, e quando vi já estava no último episódio ksksks…

O que mais chamou a atenção é que não há protagonistas fixos, logicamente o foco está no grupo de amigos Mike, Dustin, Lucas e a Onze, mas se analisarmos há um revezamento durante toda a primeira temporada, com a dupla Hopper (O xerife) e  Joyce Byers mãe de Will, magistralmente interpretado por Winona Ryder (Esta mulher tá linda demais, muito insana, e sempre presente nos filmes que tornam-se inesquecíveis, sabe escolher seus papéis) e outra dupla que acaba crescendo e conquistando seu espaço, a irmã de Mike, Nancy Wheeler e Jonathan Byers, irmão de Will, cada um com sua característica única e importante para a evolução da série.

Mas ao final da série cheguei a algumas conclusões que muitas pessoas vão discordar.

A primeira é que muitos filmes deveriam ter sido séries, e muitas séries deveriam ter sido filmes, e Stranger Things é um exemplo claro que deveria ter sido um filme e não uma série. Isso mesmo, logicamente que ao se criar uma série, você ganha horas a mais para deleite, e para fãs sedentos é positivo, mas ao mesmo tempo, é necessário encher muita linguiça e muita coisa pode fica com pontas soltas, além de que o orçamento vai inflando para quem produz. Se Stranger Things tivesse sido um filme, seria ainda mais impactante, com um final fechadinho e épico (Não que não tenha sido, mas poderia ser ainda melhor). Além do que, para uma franquia de continuações, seria mais fácil criar algumas histórias que não sejam massantes e muito boas com 2 horas do que com 5 horas e meia (Tempo aproximado, somando todos episódios).

Minha outra conclusão é sobre objetivo do Netflix com suas obras originais. Desde que Netflix começou com seu serviço de Streaming tem tentado alcançar todo o tipo de público com suas produções, mas infelizmente até então nunca tinha conseguido. Dois exemplos bobos e do mais alto quilate qualitativo, House of Cards e Sense 8.

O primeiro é uma puta série, entretanto muita gente  não tem um pingo de vontade para discutir ou assistir política e por isso nem “perdeu seu tempo” assistindo, isso porquê na série a política é tratada de uma forma bem crua e simples, com altas reviravoltas e tramas, típicas de novela mexicana, só que melhorada. E Sense 8, abraçada apenas pelas minorias injustiçadas, onde sinceramente não consegui nem terminar o primeiro episódio, e olha que é feita pelos irmãos (Ou irmãs Wachowski), é muito bem produzida, mas não me pegou.

Mas Stranger Things atingiu a todos os nichos. Dos mais novos aos mais velhos saudosistas, dos que são viciados em séries e filmes até aos usuários mais casuais, do hétero ao homo sem criar discussões retardadas por motivos inexistentes e assim vai. Hoje é o assunto do momento e permeará por um bom tempo, até mais que as “seasons finale” de Game of Thrones ou The Walking Dead.

Só que esta conclusão vem com uma preocupação, como todos sabem, hoje em dia toda a navegação na internet é rastreada por algorítimos, assim como nosso cadastro no próprio Netflix, ou você nunca suspeitou daquelas indicações que o programa faz para você com base em seus gostos e escolhas? A minha preocupação é que finalmente Netflix produziu uma série toda ela trabalhada no gosto e pesquisa dos usuários que utilizam a ferramenta, com muitas referências e cenas que fizeram o telespectador pirar, mas que na verdade são “cópias” do que já vimos em outros filmes clássicos, isso mexe com o subconsciente e mesmo que a série não fosse boa você seria enganado pelas lembranças de sua infância e fatalmente gostaria da série. A bagaça é heurística e precisaria de um post para falar apenas sobre isso, mas espero que tenham entendido alguma merda que escrevi deste parágrafo.

 Minha nota é 4/5 .

E você o que achou da primeira temporada? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

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