Rezenha Crítica Liga da Justiça 2017

Fui na pré estreia da Liga da Justiça, chamado injustamente como Os Vingadores da DC muito por conta das cagadas que a DC e Warner tem feito nos últimos tempos, o filme trazia consigo a esperança de dias melhores para ambos após o bem sucedido Mulher Maravilha (crítica aqui ) que arrancou elogios de fãs, críticos e público num geral com um inesperado e excelente retorno de bilheteria. Havia um receio quanto a Zack Snyder e que ainda têm, mas uma coisa é certo, Liga da Justiça consegue ser melhor do que pelo menos a maioria esperava, confiram nesta “rezenha” crítica,  onde a verdade impera, mas nunca acima da JUSTIÇA.

Não sou nenhum fã de nenhuma polarização dos quadrinhos e sempre vou neutro conferir estes filmes, em muitos casos de uma forma bem leiga e ignorante sem conhecer inclusive a cronologia das histórias, não que tire o mérito delas, eu prefiro após as sessões esclarecer se fico em dúvida sobre algo, no máximo simpatizo com um herói ou vilão, independente de ser Marvel ou DC, tô cagando e andando para esta briguinha desnecessária. Só que infelizmente muito por conta das cagadas que fizeram em Esquadrão Suicida (crítica aqui) e Batman vs. Superman estava de fato receoso e não botando muita fé nesta reunião dos heróis da DC, ledo engano.

Os primeiros takes do filme já dão um tom de desesperança  e melancolia com uma música de abertura sensacional em paralelo com imagens da humanidade velando e prestando condolências no funeral do Superman, tudo ali encaixa perfeitamente, se eu tivesse uma empatia maior pelo herói teria escorrido uma lágrima com certeza, imagino que isso tenha ocorrido naqueles que são fãs do herói e o que ele representa, a sequência de cenas com as homenagens são lindas.

Com a duração de exatas duas horas e mais as cenas de pós créditos o filme é justo e sem aquela enrolação, o que neste caso no mínimo duas horas e meia seriam condizentes caso fosse necessário, tamanho o arco de personagens, pois diferente da Marvel com seu Os Vingadores, a DC não esperou lançar os filmes individuais de Aquaman, Flash e  Cyborg para apresentá-los, então suas histórias precisavam ser apresentadas de alguma forma em A Liga da Justiça, e conseguiram sem ficar demasiadamente corrido ou que atrapalhasse o principal, que é o desenvolvimento da história e do que o primeiro vilão que o grupo iria precisar enfrentar almejava, O Lobo de Estepe, que a princípio odiei, mas em comparação com muitos vilões da DC e da Marvel, está muito bom sim, os efeitos sobre ele estavam bem feitos e davam um estrondo assustador no excelente sistema de som do cinema da minha cidade, infinitamente melhor por exemplo que Hades de Mulher Maravilha.

O que me incomodou foi o excesso de digitalização, até as bandeiras que os fãs do Superman estendiam em luto era digitalizado, isso vai me corroendo por dentro de um jeito que não tem igual, sou da teoria que os filmes da DC serão perto da perfeição quando se livrarem de dois cânceres, Warner e Zack Snyder.

A obra consegue balancear bem os momentos sombrios com bons alívios cômicos, Ezra Miller (o eterno Kevin) mandou muito bem como Flash e sua empolgação como membro da Liga me lembrou muito a forma como o Homem Aranha (crítica de Volta ao Lar aqui) trata de sua entrada nos Vingadores, são adolescentes gente e tudo para eles ali é fantástico, então lógico que vai ser engraçado eles curtindo todos aqueles momentos, sejam eles sérios ou de descontração. Existem outras excelentes sacadas como por exemplo as piadas com o Aquaman e os peixes, quando o mesmo senta em cima do Laço da Verdade, do porquê o Batman está ali se o mesmo nem super poder têm, enfim não são exageradas e acabam até descontraindo no momento certo.

Em contrapartida com o renascimento de Superman (que não é nenhuma novidade) o mesmo entra em conflito consigo mesmo como se tivesse perdido algo em si, seja a consciência ou a alma (cemitério maldito feelings, não teve como não rir), e se tivessem investido mais alguns minutos nesta sequência teria ficado perfeito, com ele por exemplo sentando a porrada geral nos seus futuros companheiros e em seguida tocando o terror pelo planeta, mas preferiram colocar a Lois Lane aparecendo para acalmar a fera (já perceberam como a Amy Adams só tem feito papel de mal amada ou de coitadinha ultimamente, está virando especialista), se bem que o pessoal tomou uma surra bacana, adorei o Ben Aflleck (que me desculpem os fãs, mas não consigo ver ele como um Batman, parece o Bane dos quadrinhos vestido de Batman, bem zoado) tomando um pau do Superman.

A liderança sendo dividida entre Bruce e Diana fica muito bem equilibrado e justo, conseguindo superar alguns conflitos dos personagens e todos unindo-se por um bem maior, assim como é mencionado na obra a unidade que Amazonas e guerreiros Atlantes fizeram em um passado longínquo para derrotar o mesmo Lobo de Estepe.

E falando em Diana, nos momentos que ela luta engole o restante fácil, muito show os efeitos e as sequências com ela, fora que atualmente a imagem de Mulher Maravilha transmite uma idoneidade e esperança maior maior que a do Superman por exemplo, induzido até por questões de gênero e igualdade entre os sexos que nossa sociedade atual tanto debate, isso é bacana, e a Gal Gadot consegue transmitir justiça em seu olhar, magnífica, de fato uma “Maravilha”!!!

Ficou devendo apenas em alguns efeito práticos (imagina se George Miller lá em 2009 tivesse dirigido mesmo uma Liga da Justiça?) e um Lobo de Estepe ainda mais vilão, que tivesse matado alguém mais próximo de algum dos heróis ou tocasse mais o terror pelo mundo algo assim.

Liga da Justiça trouxe elementos que funcionam para um filme não ser ruim, mas que tinha potencial para ser ainda melhor. O Batman ficou totalmente deslocado, e agora sei o porquê que o Ben Aflleck quer vazar, não mostra sequer uma atuação digna e interesse deixando o “pobre” Batman ainda mais deslocado, no final até brincam com isso quando está ele, a Diana e o Clark.

Iria assistir de novo? Sim.

Minha nota é 3/5 (normalmente dou notas inteiras aqui no blog, mas faço uma menção honrosa, que este vale um 3,5).

E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

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7 comentários sobre “Rezenha Crítica Liga da Justiça 2017

  1. Eu acho que Diana leva o filme completamente. Mulher Maravilha, tendo seu próprio filme, foi divulgado pelas pessoas de uma forma pessoal que encantou as pessoas. Paty Jenkins adaptou a história de uma maneira impressionante transformando-o em um moderno filmes de fantasia e fiquei encantada, esta muito bem feita e muitas das cenas que fazem são ótima e belas. É importante mencionar também o grande trabalho do elenco. O filme tem uma direção incrível, narrado de uma forma bem humorada e divertida. Apesar de ser uma história clássica tem muitos toques contemporâneos.

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    • Mas o Snyder não. Tenha isso como um câncer maligno e benigno. O maligno (aquele que você nunca se livra) é a Warner, e o Benigno é o que você pode curar (Zack Snyder sendo demitido). Amigo interprete o texto antes de falar asneira por favor!

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