A SÍNDROME DE ROCKY BALBOA | Rezenha

Rocky Balboa

Pela quarta vez em minha vida pude assistir e degustar cada cena da saga do Icônico, Midiático, do Tanque Italiano, Maxilar de Aço e Garanhão Italiano… Rocky Balboa!!

Desta vez além de observar os mínimos detalhes que um fã faz ao reassitir algum filme de seu interesse, através deste post vou tentar “rezenhar” sobre as películas da saga e tentar dissertar sobre a síndrome criada ao terminar de assistir, seja inconscientemente ou não. E já confesso que inconsciente eu como muitas pessoas sofrem com este paradigma.

O cinéfilo mais atento vai “sacar” ao fim do sexto filme o quão Sly conviveu com o estigma personagem Rocky, o quanto eles caminharam paralelamente juntos nestes 30 anos de história e o como a história deles assemelham-se a cada filme da saga e a cada fase da carreira de Sylvester Stallone.

Rocky: Um Lutador

É um filme simples, ingênuo, acima de tudo sensível e com uma mensagem arrasadora no final. Quando se dá por si a luta é um mero detalhe envolto ao que realmente importa no final das contas. Um mix de drama com romance que consagrou Sly em Hollywood. A cena crucial entre Rocky e Adrian na pista de gelo mostra como lados opostos podem se atrair e a ligação entre os dois é realmente incrível, como se fossem um casal de verdade, sem contar os demais personagens que de um todo são importantes (Paulie, O mafioso Gazzo, Apollo Creed). Como eu disse pessoas comuns que assistam ou assistiram a este filme não viram nada demais, apenas uma boa luta entre Rocky e Apollo Creed, mas as que conseguiram captar o que o filme propunha, há de concordar que é um filme incrível e que emociona nas cenas mais simples, pois são nelas misturadas com a ingenuidade de Rocky que emocionam.

Quando o adversário de Rocky, Apollo surge no ringue é outro detalhe muito interessante, todo o circo feito por ele e a estrutura comparado com a entrada de Rocky no ringue, literalmente um amador entrando num coliseu contra um gigante, é assustador.

A trilha sonora de Bill Conti é um destaque a parte, em especial Gonna Fly Now (Cena da corrida), entretanto eu prefiro Alone in the Ring e The Final Bell, compostas no Piano pelo mesmo.

Uma curiosidade sobre este é que o filme foi tão surpreendente, que rendeu a Sylvester Stallone duas das principais indicações ao Oscar que apenas nomes como Charles Chaplin com o filme “O Grande Ditador” (1940) e Orson Welles por “Cidadão Kane” (1941) tinham conseguido, Melhor Ator e Melhor Roteiro. Entretanto acabou ganhando apenas como Melhor Filme da época. 

Cena da pista do gelo - Duas antíteses patinando no gelo. Cérebro conseguindo uma harmonia e sintonia com os músculos.

Cena da pista do gelo – Duas antíteses patinando no gelo. Cérebro conseguindo uma harmonia e sintonia com os músculos.

Rocky II: A Revanche

O meu preferido. Como o próprio nome, é uma revanche de Apollo Creed com Rocky Balboa, mesmo Apollo tendo vencido a primeira luta, a imprensa o massacra e o tem como vilão pelo fato de todos defenderem a tese que se tivesse havido mais 10 segundos no último round Rocky teria vencido, ou seja moralmente a vitória foi de Rocky.

Novamente esta seqüência é uma película extremamente emocionante, até mais tocante e sensível que o primeiro filme, um drama mais intenso que seu antecessor. Você vê uma pessoa sequer aproveitar os seus “15 minutos de fama” e sente na pele como a indústria televisiva é arrasadora com quem não traz retorno para ela.  Além disso, Rocky é maltratado por suas limitações intelectuais e vai perdendo todas as oportunidades de sucesso fora dos ringues. O filme mostra uma evolução incrível do personagem na companhia de Adrian (Novamente uma parceria incrível, faz você acreditar no casal e como se dão bem) em paralelo com as provocações na mídia de Apollo Creed querendo uma segunda luta. A pressão torna-se insustentável e em contrapartida com as desilusões de Rocky e suas dívidas impagáveis ele aceita o desafio com o não consentimento de Adrian.

Daí em diante o filme é uma sucessão de drama, emoção e evolução do personagem de Rocky que envolve a todos, onde Rocky abre mão dos treinamentos para acompanhar Adrian (que contrariada da luta e trabalhando pesado grávida para ajudar nas contas, passa mal e é internada em estado grave) e todos os dias Rocky treina sua leitura, lendo histórias à Adrian em coma, pra mim um dos momentos mais marcantes do filme com uma trilha que faz qualquer um se emocionar.

Em certo ponto até Mickey seu treinador “joga a toalha” e confessa a Rocky que se é isso que ele quer, então ele o acompanharia. O filme destoa emoção, até quando Adrian acorda e concede à Rocky a liberdade para treinar duro e ganhar definitivamente de Apollo.

O final deste filme é alucinante, com uma luta incrível, chegando ao nível épico entre Rocky e Apollo, todos os rounds emocionantes e com um show, com um último round de tirar o fôlego, parecendo muito com uma luta real com os melhores golpes em câmera lenta. Por fim, finalmente com muito esforço, dedicação e disciplina, Rocky finalmente torna-se campeão mundial, vencendo simplesmente o melhor, Apollo “o Doutrinador” Creed. Os últimos segundos de luta faz até quem até então não estava prestando atenção no filme se ajeita no sofá ou na cadeira pra ver o fim, porque como eu disse, o final é de tirar o fôlego.

A sequência de treinos do II é muito melhor que a do primeiro e os demais, mais emocionante, talvez porque usaram além da Gonna Fly Now, a Going to the Distance. Ambas empolgam até defunto e com o contexto do filme ficou foda!

Momento que Rocky faz sua corrida típica às vésperas da luta, e torna-se uma seqência linda com as crianças correndo com ele até as escadarias.

Momento que Rocky faz sua corrida típica às vésperas da luta, e torna-se uma seqência linda com as crianças correndo com ele até as escadarias.

Rocky III : O Desafio Supremo

Chegamos a uma sequência que particularmente eu não curto muito. Mas isso vai de cada um, eu prefiro as sequências que trazem à tona conflitos e drama na vida do Rocky, tanto este como o quarto filme são mais voltados a ação (Não que não sejam bons, eles são ótimos).

O Filme trata do ápice na carreira de Rocky, ele em seu auge após a conquista do cinturão de ouro frente a Apollo Creed. São mostrados flashes de várias lutas pós conquista, com a trilha que marcou para sempre a saga de Rocky, academias e toda pessoa que tenta iniciar a prática de exercícios, Eye of the Tiger do Foreign.

Neste filme o adversário é Clubber Lang que torna-se o primeiro do Ranking com muita raiva e determinado a querer uma chance em lutar com Rocky para conquistar o cinturão como o Garanhão teve. Porém o que o deixa mais irado é o fato de Rocky querer aposentar-se antes do embate (Qualquer coincidência com a realidade é mero acaso), então o provoca a tal ponto de conseguir a luta, infelizmente é revelado à Rocky através de seu manager Mickey uma história triste, onde após a luta que lhe deu o cinturão, Mickey confessa que sempre escolheu adversários fracos para que ele mantivesse o cinturão por mais tempo. Isso o destrói por dentro, mas mesmo assim, aceita o desafio.

Este filme retrata o mau do ser humano, é a grande mensagem por detrás da luta onde Rocky perde para Clubber. Mesmo tendo visto Mickey sendo empurrado e ofegante no vestiário ele sobe ao ringue sem seu manager, entretanto ele já não havia treinado como deveria, pois já estava “no topo” e havia perdido a garra que todos tem antes de vencer na vida. Essa é a grande mensagem do filme, tanto que após sua derrota, Mickey morre, e isso foi um divisor de águas na saga, onde a partir daí o personagem de Apollo reaparece, como uma espécie de mentor e incentivador de Rocky. A grande mensagem do filme é a recuperação do “Olho de Tigre” que funciona como um grito de guerra de Apollo para Rocky. Cenas de treinamento entre os dois muito divertidas pelas roupas que eles usam…

Na luta final, Rocky em grande forma (Uma diferença boçal do primeiro e segundo filme para este referente ao físico do Stallone) Rocky vence Clubber Lang usando de pura estratégia, fazendo-o cansar até que Rocky com uma velocidade adquirida pelos treinamentos de Apollo vence de maneira incrível, recuperando o seu cinturão. É nesse filme que surge a trilha mais melancólica que ouvi na minha vida, composta pelo monstro Bill Conti, chamada Mickey (Tema no momento de sua morte e posterior as lembranças de Rocky para Mickey).

Apollo

Apollo “adota” Rocky e o treina para obter mais movimentos e ser mais ágil. Conciliar força com velocidade.

Rocky IV

Mais uma sequência que é voltada mais a ação frenética divergida dos dois primeiros filmes da franquia. Inclusive segue a mesma linha do terceiro filme, onde uma pessoa importante sua rede interpessoal morre. Neste caso foi Apollo Creed.

Esta sequência ocorre em meio a Guerra Fria, e o próprio filme foi rodado com a intenção subliminar de mostrar ao mundo a superioridade norte americana e a raiva, ódio e inferioridade da nação russa. Vale destacar o oponente de Rocky, Ivan Drago. Outra comparação subliminar surge onde incentivam as pessoas a utilizarem treinos naturais e alternativos, ao invés de “pegarem um atalho” por meio de anabolizantes e suplementos que vendem a fórmula de transformá-lo em uma máquina de matar e tornar-se o campeão de fisiculturismo.

Apesar da discutível intenção deste longa ter sido filmado, é uma das melhores sequências de luta de todos da franquia. É uma luta onde o começo dela foi gravado com golpes e movimentos reais, onde levaram Stallone para o hospital com os fortes golpes de Dolph Lundgren. Depois, resolveram apenas contracenar. Como dito, no final há uma “puxada de sardinha” para os EUA, com Rocky Balboa coberto por uma bandeira de seu país, fazendo um discurso lindo e aplaudido por milhares de russos, dando a entender certas suposições. 

Ivan Drago, talvez o maior e mais forte dos oponentes. Conhecido por aposentar Rocky Balboa.

Ivan Drago, talvez o maior e mais forte dos oponentes. Conhecido por aposentar Rocky Balboa.

Rocky V

Posso afirmar com toda a certeza que este quinto filme da franquia é o mais injustiçado de todos, inclusive o próprio Stallone é injusto, tanto que agora em meados de 2015 (25 anos depois) irá lançar o “spin off” CREED com a mesma temática, que muitos dizem que é o Rocky V que não deu certo.

Neste, resgatam o diretor do primeiro (John G. Avildsen), para esta temática ele criou dois ícones: Rocky Balboa e Daniel San (Karate Kid), achavam que iam “bombar” com este também, infelizmente foi totalmente o contrário.

O filme já começa com uma das melhores Intros que pude assistir, é uma edição já conhecida da franquia, onde no filme seguinte são mostrados os momentos finais da luta do filme anterior, mas neste é uma edição excelente com ótimo gosto do editor com flashes da luta com Ivan Drago e uma trilha sonora perfeita além do efeito noturno do vídeo, realmente empolga desde o começo.

Após a luta com o mortal Ivan Drago, Rocky é obrigado a se aposentar em virtude de algumas sequelas da batalha épica (Volto a repetir, a introdução do V é uma das melhores introduções que já no cinema). E então ele vê em um jovem garoto a oportunidade de tornar-se um manager e transformar o garoto num novo Rocky. A sinopse do filme em si é muito oportuna para a época, infelizmente o que matou o filme foi não ter uma luta no ringue no final. Não sei que diabos os roteiristas, diretor e o próprio Stallone estavam pensando, mas não houve a luta no ringue, foi no meio da rua. Isso causa um certo preconceito aos que são fãs, não a mim, mas isso é uma questão de opinião mesmo.

Deixei para o final deste pequeno resumo as cenas que me fizeram sim chorar neste quinto Rocky e que por elas valem a pena assistir. Se tem uma coisa que Stallone sempre fez bem na franquia eram as cenas simples, puras e emocionantes, cheia de sentimentos que antes nós tínhamos de tão simplórios e hoje em dia tornaram-se tão raros. Sem contar as trilhas que se encaixam perfeitamente ao momento e geram lágrimas acidentais para quem assiste.

Vale destacar a cena épica, onde Rocky após perder tudo, encontra-se com o velho Mickey no ginásio onde ele treinava (única coisa que ainda havia sobrado de seu legado). Uma das conversas e ensinamentos que levarei para o resto da vida, e com a trilha de Bill Conti não tem como não se emocionar, afinal – A natureza é mais esperta – Logicamente além desta, existem dois momentos chaves com a nossa amada Adrian, onde novamente depois de dois filmes onde ela não figura como alicerce de Rocky, neste ela volta a ser sua estrutura. No primeiro momento após ele perder tudo, é uma cena muito bonita de apoio, mas uma das que faz o telespectador engolir seco, é próximo do final quando Tommy Gunn, seu ex pupilo que o trai com a corja de empresários interesseiros, quando ela explica para Rocky, que mesmo ele dando tudo que ele tinha a ensinar a Tommy Gunn, jamais ele seria como ele, em virtude de que lutadores como Rocky que agem definitivamente com o coração são poucos, e é por isso que Mickey acreditava nele. Cara esta cena e a do Mickey com a trilha de Bill Conti (Que por sinal estou ouvindo agora ao digitar este trecho) arrepia. Me emociona até hoje, mesmo vendo a cena fora do contexto, ou seja, apenas a cena sem assistir ao filme.

Essa cena é de uma simplicidade e pureza tão grande que me comove. Particularmente tenho laços com ela, e já me vi em lágrimas por revê-la.

Infelizmente  não consegui encontrar esta cena legendada, porém como expliquei na rezenha, é o momento no qual Tommy Gunn de forma ingrata vira as costas para Rocky com a intenção de disputar o cinturão e “se vender” aos empresários.

Já virou briga de rua.

Já virou briga de rua.

Rocky VI

Bom chegamos ao último filme da franquia (Mais já? Poxa vida). Este sim é uma graciosidade só, costumo dizer que a franquia não poderia ter encerrado de uma forma mais bonita, singela, sensível… extremamente sentimental como foi exatamente o primeiro Rocky, vencendo o público pela simplicidade das coisas e momentos de reflexão.

O filme já começa com um baque inesquecível quando nos deparamos com o epitáfio de Adrian, sim ela está morta. Rocky vive uma vida simples com um pequeno restaurante com o homônimo de sua amada esposa. E esse é um dos momentos fantásticos e que arrepia só de digitar, pois Stallone cria uma sequência de cenas, onde ele todo ano convida Paulie para fazer uma tour pelos locais onde ele havia ido com Adrian pela Philadelphia, intercalando flashbacks de cenas memoráveis dos dois, cara é lindo demais isso. Na mesma sequência ao final, Paulie acaba soltando sua raiva, que para ele aquilo era uma tortura, afinal, ele só maltratava a irmã e Rocky sempre a tratou com amor verdadeiro.

Rocky relembrando os bons momentos com Adrian.

Rocky relembrando os bons momentos com Adrian.

Enfrentando a velhice com bom humor e contando suas histórias aos clientes. Infelizmente seu único filho não consegue lidar com a sombra e sobrenome do pai, culpando-o sempre pelo seu não sucesso. Ai que foi a jogada e uma das melhores lições de moral que pude presenciar, cena que entrou para a história hollywoodiana entre Rocky e seu filho, quando o mesmo tenta reprender o pai. E porque ele estava fazendo isso? Tudo por causa de uma simulação de vídeo game, onde víamos Rocky em seu auge derrotar o campeão da atualidade, onde muitos questionavam-no por não ter o ”mesmo coração” de Rocky. A partir daí o filme desenrola-se com as tentativas de Rocky ser aceito pela confederação de Boxe, onde em um discurso emocionante na comissão de Nevada (A mesma do UFC) consegue finalmente sua licença para fazer algumas lutas locais. Isso é o estopim para que os empresários consigam uma “Exibição” entre Rocky e o atual campeão Mason “The Line” Dixon (Curiosamente na vida real ele é pugilista).

Conflitos com seu único filho.

Conflitos com seu único filho.

O momento que fez Rocky definitivamente voltar aos ringues é um discurso com Paulie no frigorífico aonde ainda trabalhava, que ele se abre ao seu único e melhor amigo, que ainda haviam coisas a serem libertadas dentro de si, e que ele precisava lutar para isso, afinal ele não havia tido uma despedida digna dos ringues.

A partir daí é um deleite já costumeiro aos fãs com cenas de treinamentos “like a animal” e do modo antigo com Duke de treinador (participou de todos os filmes juntamente com Rocky e Paulie) e Paulie ajudando-o.

O curioso da luta é que aproveitaram uma luta de verdade que a HBO Pay Per View estava realizando para realizar as gravações com a plateia torcendo, ou seja, era tudo ou nada, não tinha chance para erros. E não teve. Uma luta muito bem editada, que faz você acreditar numa derrota prematura do Garanhão Italiano, só que não, Rocky acaba se superando aguentando os dois primeiros rounds de puro bombardeio e equilibra as coisas, a verdade é que Mason acaba quebrando a mão em um soco errado que Rocky se esquiva, e então Rocky cai dentro, com força. Vários flashbacks passam na mente de Rocky, emocionantes aparições de Mickey e Adrian, e por fim no último round outra lição de vida que muita gente leva e levará a quem ainda não assistiu para resto da vida – Não importa o quão a vida bata forte em você, o que importa e o quanto você apanhe dela e continue de pé – SENSACIONAL!

O final é o mais correto possível, a gente torce pelo Rocky, mas Mason acaba ganhando por pontos pois empatam ao final do 10º Round (Se tivesse mais dez segundos de luta Rocky teria ganho, assim como no primeiro, rs). Entretanto moralmente quem ganha é Rocky e seus fãs, pois ele é ovacionado por uma arena lotada, um verdadeiro pandemônio e com um aperto de mão com um fã sortudo no final. O filme poderia se encerrar ali já seria genial, mas a “bonus scene” ou “Misancene” (Como preferir) dele no cemitério despedindo-se de Adrian e da fera que andava com ele e o perturbava foi muito bem feita, além do filho que nunca visitava a mãe, aparecer também. Rocky VI extraiu o melhor de Stallone que em algum momento ele havia perdido ou se esquecido como fazia, felizmente.

Uma das mensagens mais bonitas que também devemos levar conosco quando os problemas começarem a querer nos engolir.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quando lá em cima falei que a carreira de Stallone sempre andou lado a lado com seu personagem principal nas telonas não menti. O primeiro e segundo foram as boas vindas de Stallone a Hollywood, o três e o quatro onde ele apresenta ao mundo um físico surreal (Muito em virtude dos filmes do Rambo, Cobra, Falcão e dentre outros) era o seu auge, ganhando milhões, fazendo sucesso atrás de sucesso e em uma particular e peculiar disputa filme a filme de quem matava mais com Arnold Schwarzenegger.

Após estes resumos o que podemos concluir? Nada? Lógico que sim.

Você já se empolgou em algum projeto loucamente e quis fazer que tudo desse certo com retorno rápido, entretanto nada deu certo e acabou desistindo? Sim resumidamente esta é a síndrome que afeta não só a mim, mas como muita gente, até você leitor pode ter sido contagiado ingenuamente por não ter assistido aos filmes do Rocky.

É aquela sensação que “de um dia para outro” surge a oportunidade de ouro da vida dele ou aquele sonho retraído de infância, e com a mesma velocidade das sequências do filme, conseguindo entrar em forma e conquistar seu cinturão de campeão como se não tivesse que ter enfrentado obstáculo algum, ou a forma como se recuperou de crises existenciais e financeiras passadas por toda a saga e a volta por cima fechando tudo com chave de ouro e um aperto de mão épico. Tudo no cinema torna-se rápido e até fácil, e ao som de “Gonna fly now” qualquer pessimista se torna otimista instantaneamente em busca de seus sonhos, mas ao se deparar com as primeiras dificuldades acaba novamente desistindo.

É necessário muito preparo, derrotas estão por vir para finalmente você triunfar e conquistar seus objetivos. Até chegar lá, poderá passar por muitos estresses recorrentes de estar fazendo coisas que não queria estar fazendo e achando que aquilo é o certo, por ser o caminho mais rápido. Talvez realizar atividades que realmente goste perdure por um tempo maior, mas além de ser recompensador fará você cansar por diversas vezes, mas jamais o estressará a ponto de afetá-lo até cair sob nocaute.

Se você chegou até aqui, obrigado pela paciência e atenção. Uma última curiosidade é que coincidentemente ao final desta rezenha, Stallone está leiloando alguns objetos utilizados dos seus filmes,  a maioria, claro, é da franquia Rocky.

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5 comentários sobre “A SÍNDROME DE ROCKY BALBOA | Rezenha

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