Impôr a ideologia de gênero é como olhar para os dois lados da rua

Em virtude das discussões acaloradas das últimas semanas em minha cidade e distribuídas pelo meu Brasil brasileiro, onde cada um religiosamente toma o seu lado e opina. Troquei argumentos com algumas pessoas e divagando por aqui e acolá, consegui chegar a alguma conclusão.

Tudo começou pela abertura de discussão em câmara municipal da nova PME para a cidade, onde nas escolas municipais seria iniciado a apresentação para as crianças de Ensino Fundamental uma apostila com ensinamentos e dicas relacionadas a ideologia de gênero que tanto nós adultos têm discutido sem chegar a lugar algum.

Então vamos voltar para nossa infância, você leitor deve recordar-se o que sua mãe advertia quando ia comprar aqueles chicletes PING PONG no bar ou padaria? – Cuidado, não atravessa sem olhar para os dois lados da rua!!! – Fui longe né? Mas é daí que vamos iniciar a lógica. A maioria desde então, me auto incluindo, 20 anos depois continua olhando para os dois lados da rua antes de atravessar, ou pelo menos deveria. Esta imposição que as ditas minorias querem fazer acabam que indo para a mesma tangente.

Crianças no auge dos seus 7, 8 anos estão cagando para gêneros, sexualidade, homossexualidade, feminismos, machismos, racismos dentre outras discussões que assolam a nossa sociedade de forma efémera (Não venham me dizer que postar um famoso “textão” no Facebook vai resolver alguma coisa que não vai), elas querem saber é de brincar seja com um potencial gay ou lésbica, negro ou branco, rico ou pobre, crianças não fazem este julgamento.Geração m

E quando vão para escola estão indo para aprender a ler, escrever, fazer contas, e  depois logicamente com o progresso vem as ciências, história, geografia e assim sucessivamente.  O respeito ao próximo vem de casa com os pais, estes sim tem o dever de ensinarem seus filhos  a respeitar o próximo, aliás não só pessoas, como os animais e  a natureza. Não vou estender no mérito e nível educativo dos pais destas crianças, a educação é um poço sem fundo e defasado em nosso país, qualquer mudança hoje , seja positiva ou negativa, traria resultados apenas daqui a 15 anos com uma nova geração, infelizmente.

A escolha da orientação sexual a seguir não deve ser “ensinada” nas escolas, deve ser aprendida e escolhida com a vida e o decorrer dos anos com o desenvolvimento da pessoa. Logicamente que neste caminho o tema sexo em casa não pode ser um tabu, deve ser discutida e orientada pelos pais.  Imagine a responsabilidade que muitos professores despreparados terão com essas crianças? A influência que poderiam dar a elas?  Com um salário de merda e o perigo constante que tem enfrentado no dia a dia, será que é uma boa transmitir uma responsabilidade que deveria ser dos progenitores orientar uma criança para alguém que simplesmente não ganha para isso?

Os defensores tentam mostrar que esta PME seria apenas sobre a não imposição de cores às crianças (Rosa não deve ser apenas para meninas e azul não apenas para meninos),  uso de determinados brinquedos (bonecas para meninas e carrinhos para meninos) e  a prevenção do bullying.  Aí resolvi correr atrás de conteúdo, eis que me deparo com aquele famoso “Kit Gay” ou o caderno “Escola sem Homofobia”, independente como é chamado, e parei já no sumário quando nota-se uma velada tendência em defender uma causa como se fossem os únicos a sofrerem alguma coisa, excluindo os negros, asiáticos, indígenas e por aí vai.

Kit Gay

Não sou nenhum religioso fanático que defendo o ensino de determinadas religiões nas escolas, se for para adicionar alguma matéria e eu tivesse este poder, seria a política. Não que seu filho irá tornar-se um político, não é isso, mas ao menos ele irá votar melhor que você, para o bem de nosso país.

Tal discussão poderia ser inserida em um Ensino Médio, com os adolescentes sedentos por discussões em grupo e argumentos para formarem o mínimo de opinião.  O impacto seria menor, e a aceitação seria maior por parte de todos.

Voltando a minha querida cidade,  os pseudo intelectuais que por aqui levantam esta bandeira e a defendem ensandecidamente, se esquecem ou não aprenderam o mínimo nos 4/5 anos  estudando fora(Sério isso? Que querem mudar uma cidade onde nem aqui moram mais?)  que algo de tamanha discussão e mobilização nacional, jamais será aprovada em uma cidade do tamanho populacional e demográfico de Matão, nestas últimas semanas foi utilizado apenas como cabo eleitoral de alguns oportunistas. Para que algo seja realmente feito, caso queiram e defendem, organizem-se como tem feito por qualquer mesquinharia e mimimi e dirijam-se até o congresso, onde as leis são aprovadas e a partir dali com a lei debaixo do braço, seja imposta nas escolas de todo Brasil, sejam federais, estaduais ou municipais enfiando goela abaixo dos descontentes.

Resumindo, todo o ser racional é responsável por aquilo que escolhe, seja ele um time do coração, uma religião, uma orientação sexual ou até mesmo usar uma droga. São escolhas irreparáveis da vida que um dia devemos tomar, mas deve ter em mente suas consequências. A imposição de uma ideia desde a nossa inconsciente infância pode acarretar diversas consequências para o nosso futuro, mesmo que inconscientemente não percebamos, assim como olhar para os dois lados da rua, mesmo que seja apenas um sentido, ou a famosa mão única.

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2 comentários sobre “Impôr a ideologia de gênero é como olhar para os dois lados da rua

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