Rezenha Crítica Blade Runner 1982

Anos 80 novamente, já faz um tempinho que estou meio que … preso nesta década, não que seja ruim, pelo contrário, eu amo esta época. Hoje vou escrever sobre Blade Runner, um filme injustiçado, pela crítica popular oitentista e por mim, que até então não havia assistido-o, mas 34 anos depois tornou-se uma obra muito cultuada e cá estou, e vou relatar a quem ainda não assistiu como foi esta caça frenética de androides. Mas não se engane, não é um filme genérico explosivo de ação dos anos 80. Confira a Rezenha Crítica Blade Runner.

Confesso que ano retrasado, sem saber muito sobre o filme coloquei para assistir achando que fosse algo parecido com Exterminador do Futuro, com uma pegada mais de ação, como era de noite e fiquei previamente decepcionado com a história arrastada, dormi. Engavetei o filme desde então.

Como foi confirmado o novo filme e continuação (Ainda bem que não quiseram enfiar mais um remake) resolvi dar mais uma chance, mas desta vez já preparado para um filme monótomo. Atualmente você depara-se com duas versões, a que foi lançada no cinemas, onde o filme conta com a narração de  Deckard (Harrison Ford) com mais cortes e a versão do diretor, onde não há a narração de Deckard e é um filme  mais longo dando a atenção devida ao cenário proposto, um mundo catastrófico e deprê, tomado e extirpado pela tecnologia, onde os que vivem no planeta são os renegados e/ou corajosos.

O filme passa no ano de 2019, não estamos nem perto do que o filme propõe e nem sei se isso é bom ou ruim ksks, e os Blade Runners são caçadores de androides, os famosos replicantes, seres criados com a Inteligência Artificial do mais alto quilate para serem nossos escravos, logicamente que isso daria errado, e alguns deles revoltam-se e acabam sendo exterminados. Mas ainda sobram cinco, que devido a sua aparência e inteligência convivem com os humanos disfarçados. Neste mundo paralelo, muitos terráqueos já não moram por aqui mais.

O filme transcorre em suas 2 horas e 20 minutos de forma lenta, só que da metade para frente as peças começam a se encaixar e um clima tenso vai assumindo, Deckard vai triunfando de forma bem clichê sobre os replicantes, até que aí sim o filme ganha o telespectador. Um amor impossível começa, dele com um dos alvos pelo qual ele é pago para remover, Rachael (Sean Young). E vou dizer, de todos era talvez o replicante perfeito, criado sem a noção que fosse um, o que é um choque para a mesma ao confrontar com as provas que Deckard apresenta a ela.

A partir daí o filme fica interessante, com o dilema de Deckard em matar ou não Rachael e a caça dos últimos replicantes. Tudo vai afunilando-se até o ponto forte do filme, que foi aonde me conquistou, quando Deckard batalha com Roy Batty (Rutger Hauer). O diálogo entre ambos é algo muito profundo e de se refletir por horas, como aconteceu comigo. Afinal descobrimos o real motivo dos replicantes se revoltarem com os humanos.

Afinal eles tinham 4 anos de vida útil, e o que eles queriam era continuar vivendo e não simplesmente apagarem em um tempo pré determinado, queriam “morrer” como todo humano. E como Roy Batty exemplifica de forma magnífica que emociona quem está assistindo e capta a mensagem, onde tudo que ele viu e presenciou de bom e ruim, vão se apagar como lágrimas na chuva, essa frase sendo dita com o clímax do filme arrepia.

Blade Runner tem um dos cartazes originais e mais bonitos já feitos, inclusive foi inspiração da capa de um álbum do Iron Maiden, o Somewhere In Time (Onde possui diversas mensagens subliminares, é do caralho). O ambiente criado para o filme também curti demais, algo bem paranóico, devastador e acinzentado com aqueles outdoors eletrônicos típicos de Las Vegas e Nova Iorque, bem a cara do que a nossa sociedade está tornando-se, algo sem vida sendo direcionada a interatividade tecnológica, perdendo identidade própria, tornando-se um escravo ideológico do “sistema”. Você nota isso em todos que aparecem no filme, a impessoalidade dos que sobraram na Terra é assustador é como ocorre hoje com a galera que não desgruda os olhos do Smartphone. Ou seja não estamos tão longe do que foi proposto em 1982 do que seria 2019.

Minha nota é 3/5. Flutuou entre 3 e 4  o filme todo.

E já estou ansioso pelo segundo, onde Ridley Scott passou bastão para um cara deveras competente, Villeneuve, diretor canadense, onde mais da metade dos filmes que gravou eu curti demais: Incêndios, Suspeitos e Sicario. E quero muito assistir o Homem Duplicado e lógico a continuação de Sicario com o nome Soldado que está para ser lançado.

E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.

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Um comentário sobre “Rezenha Crítica Blade Runner 1982

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