Rezenha Crítica Mártires 2008

Poster Martires 2008

Mais um daqueles filmes que a gente descobre por acaso, 8 anos depois do seu lançamento. E da mesma forma como conheci o terror REC, fiquei sabendo de sua existência por causa de um remake que Hollywood vai fazer (Que novidade!) dele, e não vale a pena nem querer procurar e assistir o remake com essa obra prima do medo e horror que criaram, um Monstro do Gore que vai lhe deixar pilhadaço e ensandecido.

O filme fala aborda o desaparecimento da garota Lucie de 10 anos por um ano, quando é finalmente encontrada numa estrada, louca e desorientada, sem conseguir contar o que aconteceu. Seu corpo apesar de maltratado não tem indícios de violência sexual, então é levada a um hospital onde cria laços de amizade com outra garota chamada Anna, que passa a cuidar dela e ajuda para que supere a experiência traumática que viveu. 15 anos depois, Lucie está completamente fora de controle, em busca dos responsáveis por todo aquele sofrimento.

Vamos dividir o filme em dois atos. O primeiro ato é a primeira hora do filme é onde a sequência toda te faz ficar acorrentado ao filme assim como Lucie aparece acorrentada nas primeiras tomadas. O momento simbólico que te faz querer ver que desfecho o filme terá já ocorre no primeiro minuto onde Lucie, mesmo com as pernas enfraquecidas corre desesperadamente chorando toda machucada apenas de calcinha para fora de um depósito velho em construção  em sua direção, cara é desesperador. Ali o filme me pegou.

Vale ressaltar que deve assisti-lo com um som no mínimo alto ou com bons fones de ouvido, para que seja imergido no ambiente do horror, como se estivesse no cinema. Eu gosto bastante de filmes de terror, mas assistindo ele com fones de ouvido concha num quarto escuro e janela aberta a noite, ESSE SIM me deixou num cagaço desgraçado, fazendo com que inclusive eu pausasse o filme e fosse fechar a janela.

O primeiro ato se resume em vingança e esquizofrenia, onde Lucie vai atrás de quem fez aquilo com ela no passado e em uma sequência sensacional com uma trilha com riffs de baixo batendo nos seus tímpanos você não sabe se fica tenso ou o quê, pois como a personagem começa a ver coisas, e vai por mim, são coisas que não podem ser desvistas, acho que nem Invocação do Mal com os jogos de câmera do James Wan superam como fizeram neste.

O segundo ato é mais complicado, é onde dão um destaque às torturas, cometidas por uma organização secreta européia de ricaços, e na boa cá entre nós, não é o primeiro filme que trata de uma temática parecida lá daquele cantos do Leste Europeu, onde tem fumaça há fogo, não é possível que estas histórias saem do nada,  talvez isso que tenha me deixado ainda mais cabreiro. As torturas são bem insanas e doentias, se você é da “geração moranguinho” não recomendo assistir, entretanto em virtude da história, elas tinham de ser mostradas mas não é o destaque do filme, funcionam como um segundo plano para te preparar ao desfecho final do filme, onde com uma PUTA trilha instrumental se depara com algo surpreendentemente transcendental e te faz ficar com um questionamento do mais puro verdadeiro questionamento sobre nossa sociedade – Hoje temos uma sociedade fraca por quê todos somos vítimas ou queremos ser, mesmo não passando por dificuldades na vida, não se existem mais mártires, que postos à prova sobrevivem e contam a história como ela realmente aconteceu – Cara isso é inenarravelmente lindo.

Resumindo, o filme foge de todo aquele padrão que se instalou na época de fantasmas japoneses sem graça e de atualmente com invocação do mal, e o percurso no decorrer dos 99 minutos de filme é como uma trincheira que você tem que passar, onde você ficará com agonia, perturbado, ensandecido, tenso, com nojo, torturado ou qualquer sensação que possa combinar com horror, mas a experiência de vivencia e imergir em  algo transcendental resume o que é o filme, entendedores entenderão.

 Curiosidade: Assim como todo filme de terror bom, tem uma atriz que destoa, neste caso virei fã e apaixonei-me pela Morjana Alaoui (Anna). Sensacional e linda!

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5 comentários sobre “Rezenha Crítica Mártires 2008

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